sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Heima - Sigur Rós (2007)


Heima significa "em casa" e, é também o nome do documentário do Sigur Rós, realizado em 2007 e lançado em 2007. Eles já tinham disponibilizado todo o filme no youtube, por um período de tempo. O video retrata esta volta ao país de origem, a Islândia, depois de excursionarem pelo mundo. Fizeram vários shows gratuitos pela Islândia, muitos em lugares inusitados e exóticos, tudo gratuito. Segundo eles, era uma forma de gratidão ao povo da Islândia.
Independente das músicas e apresentações da banda, a Islândia em si, já é um show a parte. Com paisagens paradisíacas, e uma geografia no mínimo impressionante. É muito legal ver como a música também se encaixam perfeitamente nas imagens que nos é apresentadas. Neste documentário fica mais nítido de perceber as influências da banda, como Radiohead, indie, às bandas da gravadora inglesa 4AD da década de 80, Pink Floyd da fase Pompéia e música clássica. Ao mesmo tempo, eles conseguem injetar a forte personalidade de seus integrantes à música.
Muito legal também ver a reação das pessoas perante a música do Sigur Rós, o público fica perplexo e extasiado; a própria banda em alguns momentos diz que sentem algo difrente quando estão tocando. Outra coisa interessante a ser comentada, é que apesar dos quatros rapazes que formam a banda serem a alma da música, não devemos menosprezar a riqueza da Amina (quarteto feminino de cordas), também islandês, as moças com seus cellos e violinos são fundamentais para a construção da música Sigur Rós.
Qualquer pessoa com um pouco de sensibilidade não tem como não sentir-se tocada pela música sublime do Sigur Rós. A versão acústica de Ágaetis byrjun e Starálfur (uma das músicas mais lindas que já ouvi) chegam a comover. Destaco também o fechamento do documentário com a instrumental samskeyti tocada à luz de vela.
Em uma época em que a mídia intitula para rainhas e reis do pop, pessoas medíocres e, que se preocupam mais em escandalizar, com uma música mecânica e vazia tanto quanto a sociedade tem se tornado. Ficamos comovidos ao ver que existe ainda música feita com alma. O que somos reflete na música que fazemos, basta observar os rapazes do Sigur Rós e seu universo para entender isto. A música do Sigur Rós não é triste e nem alegre, é apenas estranha e profunda.


Este é mais antigo, mas muito interessante:


Novo vídeo do Sigur Rós


Aqui está o link para a trilha Sonora de Heima:

http://rapidshare.com/files/191583289/Sigur_Ros_-_Heima.rar.html

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cansei de Ser Sexy


O Cansei de Ser Sexy (CSS) é um destes grupos em que se fala mais do grupo do que se ouve o que ele produziu. Musicalmente falando, eles não trazem muita novidade para tanta badalação – não passam de um misto de Ladytron e Pixies. Independentemente de quaisquer razões, uma supera todas as outras: o sexteto, formado em 2003, alcançou reconhecimento no exterior – principalmente na Europa, com destaque para a Inglaterra – que nenhum nome brasileiro conseguia há muito tempo; enquanto bandas como Pitty limita-se seu sucesso não muito além do universo restrito da MTV. Fizeram turnê ao lado dos britânicos Klaxons, tocaram em festivais badalados como Coachella, na Califórnia; e Glastonbury, na Inglaterra.
Lançado no país em 2005 pelo selo Tramavirtual, o CD de estréia do CSS chegou depois de o grupo se tornar fenômeno de downloads na internet. No exterior, o álbum só saiu no ano passado (nos EUA, pelo SubPop; na Europa, pela Warner).
Formado por Adriano Cintra (bateria), Carol Parra (bateria, teclado e guitarra), Lovefoxxx (vocais), Ana Rezende e Luiza Sá (guitarras), a banda Cansei de Ser
Sexy é conhecido por seus shows performáticos e imprevisíveis, composto por músicas que misturam influências do pop, rock, punk e elementos eletrônicos. Foi o primeiro grupo contratado pela TramaVirtual. Depois de ter música em novela da Globo, no Big Brother Brasil (pasmen!) e tocar no TIM Festival, eles ficam mais populares no Brasil, onde eram mais conhecidos, até então, apenas nos clubes alternativos de São Paulo. Nada mal para uma banda que surgiu de uma maneira totalmente despretensiosa, de amigos – as garotas mal sabiam empunhar uma guitarra – que se encontraram, colocaram músicas na internet e viraram mania na rede com uma música que é uma colagem pop de punk, electro e letras engraçadinhas.
Em quase cinco anos de carreira e com apenas dois cds lançados e vários Eps, CSS é mais uma banda de shows e com vendagens – apesar de tanta falácia – modestas. Como o Bonde do Rolê, começaram apenas para se divertirem, e começaram a ficarem populares através de um simples fotolog, que segundo eles foi o mais acessado do mundo, no entanto isto nunca foi provado, mas deu certo com eles; com o Bonde do Rolê – que tem uma história semelhante, a piada já perdeu a graça, principalmente com a saída da vocalista Marina Ribatski, viraram uma espécie de “É o Tchan”, chegando a realizar um concurso, via MTV Brasil, “Eu quero ser do Bonde do Rolê”, para nova vocalista da banda. E o pior: elegeram duas vocalistas (Ana Bernardino e Laura Taylor) que entre várias pretendentes ao cargo de cantora, recorrem a tudo, sem se preocuparem em cair no ridículo, como colocar água na bota e tomar depois (Karina) e tirar um bife de dentro da calcinha (Ana). Esperta foi Marina que percebeu a tempo que a piada estava perdendo a graça e caiu fora. Não é que ela estava certa? Recentemente o Bonde está tocando até em festa lésbica. Virou paródia!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009



O Motley Crue sempre foi uma típica banda de hard rock americana, principalmente no requisito comportamento: mulherengos, drogados, bebiam todas, cheios de tatuagens e caras e bocas de bad boys. A filosofia de Nikki Sixx resume bem a história: “Se você quer enriquecer culturalmente, vá ler uma enciclopédia ou assistir a documentários sobre o reino animal! Se você quer se entediar ou ficar de saco cheio, vá ouvir qualquer disco do Pearl Jam! Agora, se você quer se divertir, ouça o Motley Crue! Nós somos a baixaria da indústria musical, e não há nada de errado nisso”.
Criado em 81 por Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria), ao lado de Mick Mars (guitarra) e Vince Neil (vocais), o grupo se notabilizou por uma bombástica fusão de punk, glam-rock, metal e melodias pop a um espetáculo deliberadamente escandaloso e vulgar.
Indo de contra a maioria dos fãs, sempre achei seu primeiro registro em vinil, Too Fast For Love (82) seu melhor trabalho – bem melhor do que Shout at the Devil (83) ou Girls Girls Girls (87). Os fãs de hard rock há de concordar: é o disco mais esquisitos deles; produção tosca e composições curiosas meio rock´n´roll e meio glam. A produção independente é tão ruim que a guitarra do Mick Mars parece um serrote. A pesar disto, Too Fast for Love teve esgotada sua primeira edição, o que fez a banda assinar um contrato profissional.
Na biografia da banda, conta-se que Tommy Lee, o “comedor” da banda, chegou até a levar uma mendiga da área que andava vestida de Cinderella pelo bairro para casa! Após mandá-la embora em as preciosas roupas, a mesma nunca mais apareceu por lá.
O disco não é recheado de clássicos, mas contém Live Wire (esta é um clássico!) que até hoje é tocada e pedida em shows, baladas estranhas como Merry-go-Around e On With the show e rocks mais acelerados como Take me to the Top e Pieace of Your Action.
A capa, uma versão hard rock do sticky finger dos Rolling Stones, com uma foto de Vince Neil mostrando luvas, pulseiras, mostra o que ainda estaria por vir dos californianos!



Link:
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ed Harcourt - A Beautiful Lie (2006)


Vivemos um tempo em que todo artista quer aparecer, ainda que para isto se submeta às situações mais ridículas - ainda mais que hoje não pode-se viver apenas de vendas de cd´s. Entre declarações “bombásticas”, “brigas” com paparazzes e as supostas “voltas por cima” de artistas que foram no “fundo do poço - ou seria tudo uma armação? Entretanto, enquanto esta tendência se acelera, ainda se pode encontrar quem tenha um trabalho de maior importância e que despreze a busca sôfrega por espaços na mídia.
Como se deu com músicos do calibre de Rufus Wainwright, Ed Harcourt, inglês de Brighton, também não ficou popular por estas plagas tupiniquins. Provavelmente permanecerá na lista dos marginais: Tom Waits, Randy Newman, Harry Nilsson, Nick Cave e Lloyd Cole, entre outros)
Dono de um estilo pessoal de composição e interpretação, Harcourt estreou no mercado fonográfico com o mini-álbum Mappelwood. Um ano depois, o subsequente Here Be Monsters lhe valeu uma indicação ao cobiçado Mercury Prize e elogios rasgados por parte da crítica especializada. Já em seu segundo trabalho From Every Sphere (2004), Harcourt enumerou como influências os escritores Raymond Carver e JD Salinger, o cineasta David Lynch, o poeta romântico John Donne e Shakespeare.
Musicalmente, o death-pop de Ed Harcourt – conforme seu estilo foi definido pelo produtor Tchad Blake – denota uma fidelidade para com as estruturas clássicas da canção. Ainda assim, há sempre um elemento sinistro em meio às melodias; uma sensação de selvageria oculta que ameaça irromper das profundezas para nos engolfar a qualquer momento.
Que ele é capaz de escrever três músicas um bom dia. Não sabemos se isso é verdade ou não, o que é verdade é que ele deixou cinco álbuns em seis anos. Seu mais recente trabalho é A Beautiful Lie, uma coleção de contos gótico, loucura, escuridão e desespero.
Desta vez vou colocar três vídeos, simplesmente porque sua música é maravilhosa demais para ficar no anonimato. E aproveito para dedicar este post a minha namorada Adriana, que tenho certeza que ela vai se apaixonar pela música de Ed Harcourt.








Link:
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Matt Costa - Songs We Sing (2006)


Matt Costa só ficou conhecido aqui, no Brasil a partir de seu segundo cd, o excelente Unfamiliar Faces (2007). Anteriormente havia lançado Songs We Sing, seu primeiro álbum, lançado inicialmente por uma gravadora independente em julho de 2005. Songs We Sing foi reeditada em 2006 pela empresa que também pertenciam ao intérprete e um amigo pessoal de Costa, Jack Johnson: Brushfire Records. O álbum continha canções e uma nova ordem na lista de músicas diferente da edição original.
Nascido nos EUA,em LA, desde muito novo que lida com a música, tendo começado muito cedo com aulas de piano. Aos 11 anos já praticava guitarra eléctrica, tocando temas conhecidos de algumas das suas bandas favoritas: referências, como os antigos T-Rex, ou mais recentes, como o Nirvana.
Uns anos mais tarde, Matt Costa muda-se para a Flórida para estudar na universidade. O músico chegou a figurar entre as promessas do circuito profissional de skate, mas machucou a perna num acidente e, ao longo de um período de ano e meio de recuperação, passou a dedicar-se mais à música, montando um estúdio caseiro. Um belo dia uma demo chegou aos ouvidos de Tom Dumont, guitarrista da banda No Doubt, que resolveu produzir dois EPs e uma primeira versão indie deste disco de estréia do rapaz. Como autor e intérprete, Matt traz em sua música várias referências, mas admite, principalmente, influências de Donovan, Elliott Smith e Beatles, o que sugere um som acústico, com ênfase no violão, cantando temas que retratam relacionamentos com boas doses de sentimentalismo.
Destaque para Yellow Taxi, Astair e a balada Wash Away.



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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Stoa - Silmand (2008)


Eu conheci o Stoa quando saiu a coletânea Heavenly Voices pelo selo Hyperium, era o início dos anos 90, e este selo era especialista em música “etérea” – hoje costumam dizer darkwave – que tinha como inspiração bandas como Cocteau Twins e principalmente Dead Can Dance. Em geral, estas bandas soavam melancólicas, com belas atmosferas criadas por sintetizadores, um estilo meio medieval, meio neoclássico, com destaque para as vozes femininas.
Ao lado do Black Tape for a Blue Girl, o Stoa eram um dos melhores representantes do gênero. O grupo alemão foi fundado em 1991 por Olaf Parusel (compositor/arranjador.) que tinha em mente criar um projeto em que pudesse relacionar suas idéias sobre música e filosofia. O nome escolhido para denominar o projeto tem, aliás, uma relação profunda com a filosofia. Stoa em grego significa "pórtico", os filósofos estoicistas ficaram assim conhecidos porque costumavam discutir suas idéias no pórtico da Ágora de Atenas.
O primeiro registro foi Urthona (1993), que traz canções em latim e inglês arcaico. No ano de 1994, lançam Porta VIII, bem mais sombrio; um álbum conceitual que tem como tema um conto do escritor belga Maurice Maeterlinck, intitulado "Ariadne e Barba Azul" (Ariadne et Barbe Bleue). Nesse conto de fadas famoso, um homem casa-se com várias mulheres matando uma após a outra. A esposa era morta após fracassar em um teste feito pelo Barba Azul. O teste consistia em resistir a curiosidade de abrir uma determinada porta que guardava segredos terríveis. A esposa não resistia de curiosidade e acabava abrindo a porta, se deparando com os cadáveres de suas antecessoras. Quando o Barba Azul procurava as chaves e perguntava a esposa se havia aberto a porta, ela mentia, mas acabava desmascarada pela chave que após colocada na fechadura da porta ficava sangrando. Entretanto, Porta VIII é uma espécie de continuação do conto original.
Em 2001 a cantora original Conny Levrow, que tinha formação erudita deixa a banda, Mandy Bernhardt passa a ser a nova vocalista (que também tem formação erudita) e no ano seguinte lançam Zal, o tema desta vez é a vida de Frederick Chopin. Zal é uma palavra de origem polonesa que descreve um estado emocional extremo quer de felicidade ou de tristeza.
Recentemente lançaram um novo álbum Silmand (2008), depois de um silêncio de 7 anos. Silmand significa ”mês da alma“, segundo Olaf Parusel, refere-se ao mês de Setembro, que recebe o poder e frutos da vida do verão, bem como a melancolia do Outono. Como também o prelúdio para o impiedoso inverno, quando toda a vida entra em reclusão.
O cd também, trás algumas novidades surpreendentes. Além de Mandy Bernhards, três vocalistas convidados aparecem no novo álbum Silmand. O primeiro é o australiana Louisa John Krol. O holandês Peter Nooten (ex-Clan de Xymox), bem como o músico Ralf Lehnert do Love Is Colder. A música destes alemães não mudou muito, está um pouco mais pop, menos denso; embora bem mais melancólicos. No entanto, o som típico do stoa é facilmente reconhecível.
São apenas 4 álbuns em anos de carreira, mas são de uma beleza única e profunda.


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The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement (2008)


The Last Shadow Puppets é um projeto de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles kane (The Rascals e The Little Flames) que após fortalecerem uma forte amizade em 2005resolveram partirem para um trabalho em conjunto. A música desenvolvida pelo The Last Shadow Puppets é algo maravilhoso, os rapazes sustentam um visual mod e geralmente sustentam vocal duplo lembrando um pouco Simon & Garfunkel. O CD recheado de orquestrações que ficou a cargo da London Metropolitan Orchestra, criando um clima épico que até nos remete Brother Walker.
Nunca fui fã do Arctis e do The Rascals, por isto me surpreendi com o talento deles – estavam desperdiçados em suas bandas originais. Não tem como não se apaixonar de cara por canções como The Age of the Understatement, Black Plant e Standing Next to Me. É interessante como as vozes dos dois rapazes combinam e se parecem também.
Por mim, eles deixariam suas receptivas bandas e ficariam apenas com este projeto. Recentemente em entrevista, os dois já confirmaram que darão continuidade ao projeto, anunciando um novo álbum pare este ano de 2009.



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