domingo, 7 de setembro de 2008

Blood, Sweat & Tears - Child Is Father to the Man (1968)



Qualquer pessoa que me conhece mais ou menos e colocar qualquer faixa deste álbum para ouvir vai dizer que este disco é a minha cara. E é mesmo! Tudo nele é lindo: a capa, às músicas, os belíssimos arranjos para órgão e metais; o cover de Morning Glory de Tim Buckeley, e tem até bossa nova em Without Her. Apenas a música Gypsy Eyes já vale a pena o álbum. Hoje ouvindo esta obra-prima, me dá uma saudade da minha infância, quando era pequenininho mesmo, com uns 4 anos de idade, Al Kooper e Blood, Sweat And Tears tocavam na rádio.
Al Kooper é um grande organista, basta ouvir o arranjo que ele fez para uma das canções mais famosas de Mr. Dylan, Like A Rolling Stones. Ele já era cantor aos 15 anos, virou músico de estúdio, e contribuiu em vários discos dos Rolling Stones. Mas Al Kooper sempre quis ter sua própria banda. E conseguiu, em 1967, quando junto com o guitarrista Steve Katz, abandonou o Blues Project com o objetivo de fundir um blues-rock selvagem ao jazz, sob a bandeira do Blood, Sweat and Tears. Kooper desistiu do grupo logo após lançar este debut. Partiu para a carreira solo e a banda continuou sem ele, e lançou alguns bons discos, mas nunca repetiria a beleza desta estréia.

Ouça como esta música parece Belle and Sebastian


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Um comentário:

Adri disse...

essa semana q passou eu assisti um filme chamado "desafinados" q mostra como a bossa nova sacudiu o mundo, especialmente os EUA. mas infelizmente é um estilo muito marcado - quem curte é assim e assado. isso é chato, a música ser o determinante de qm vc é.

esses caras fazem um som bem bossa nova, mta gente curtiu essa batida de samba cool, digamos assim. aqui no rio o povo não curte roberto carlos e não aceita q se fale mal de bossa nova, vc precisava ver. mas confunde pink floyd com led zepplin! hahaha