domingo, 21 de setembro de 2008

Duffy - Rockferry (2008)


Já falei aqui da Amy Winehouse, agora é a vez da Duffy e logo falarei da Estelle. Duffy é galesa e também canta soul music, porém, é menos eclética que Amy, limitando-se ao soul e ao pop. Duffy dentre estas novas cantoras do Reino Unido, é a que mais tem cara de anos 60; a comparação com Dusty Springfield é justificável, – até parece um pouco com ela. Muitos críticos dizem que ela é a Dusty Springfield dos anos 00. Fica difícil discordar quando se escuta, por exemplo, canções como “Distant Dreamer”.
Seu debut foi produzido por Bernard Butler do Suede, que é co-autor de algumas das faixas. A moça canta muito, tanto quanto às cantoras citadas acima. As letras das canções são mais para dor-de-cotovelo do que as da Amy e sem a alegria de uma Joss Stone.
Duffy não ficou tão conhecida na mídia nacional como a Amy Winehouse (será por devido aos escândalos?) mas na Inglaterra a história é outra. Na semana de lançamento de seu primeiro álbum, Duffy garantiu um feito que apenas 9 cantoras conseguiram em toda a história da Inglaterra: "Rockferry" foi o disco mais vendido e "Mercy" foi o single mais vendido e a música mais tocada nas rádios! "Mercy" já era 1ª nas rádios mesmo antes de o CD chegar às lojas: isso nunca tinha acontecido antes com uma cantora inglesa! Em apenas 6 semanas, "Rockferry" já vendeu mais de 1 milhão de cópias e atingiu o primeiro lugar em 11 países!
Bom, acho ela muito mais retrô do que a Amy, além de ser uma versão mais clean desta. Mas chega de comparar: o importante é nós, fãs de música, saímos ganhando com tantos talentos despontando por aí.



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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Richard Wright 1945-2008


Recentemente perdemos uma dos tecladistas mais importantes da música, Rick Wright do Pink Floyd. Rick foi um dos fundadores da banda, estava com 65 anos e sofria de câncer, faleceu segunda-feira, dia 15 de setembro. David Gilmour escreveu muito bem sobre seu velho amigo em seu site, entre vários comentários sobre o amigo, destaco quando ele diz: ““Na confusão de discussões sobre quem ou o quê era o Pink Floyd, a enorme contribuição de Rick era Freqüentemente esquecida”. Realmente, desde criança vejo a crítica destacando mais Gilmour e Roger Waters e até alguns como Valdir Montanari (autor do livro “Rock Progresso”) que deixava claro sua preferencia por Nick Mason (baterista). Verdade que o Pink Floyd não seria considerado uma das maiores bandas de todos os tempos se não tivesse excelentes músicas; mas Rick sempre ficou à merce dos outros.
Richard William Wright, nasceu em Londres, em 28 de julho de 1945. Seus pais, Bridie e Cedric Wright, tiveram mais duas filhas, Selina e Guinevere. Rick estudou até os 17 anos na Haberdashes School, quando se transferiu para a Regent Street School of Architeture. Ali conhece o baixista Roger Waters e o batera Nick Mason. Os três tocaram juntos por uns 6 meses, antes de formarem um grupo que se tornaria o Floyd, com a chegada de Syd, Nick já estava ao piano, o instrumento que um dia estudara só duas semanas na London College of Music. O resto foi aprendido mais por esforço próprio. Com a evolução do Floyd, Rick foi começando a usar outros teclados, sintetizadores e até a controlar os efeitos com fita. Em 78 ele lança seu primeiro álbum solo Wet Dream, que considero o melhor. O disco é bem tranquilo, como também ele foi.




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domingo, 7 de setembro de 2008

Blood, Sweat & Tears - Child Is Father to the Man (1968)



Qualquer pessoa que me conhece mais ou menos e colocar qualquer faixa deste álbum para ouvir vai dizer que este disco é a minha cara. E é mesmo! Tudo nele é lindo: a capa, às músicas, os belíssimos arranjos para órgão e metais; o cover de Morning Glory de Tim Buckeley, e tem até bossa nova em Without Her. Apenas a música Gypsy Eyes já vale a pena o álbum. Hoje ouvindo esta obra-prima, me dá uma saudade da minha infância, quando era pequenininho mesmo, com uns 4 anos de idade, Al Kooper e Blood, Sweat And Tears tocavam na rádio.
Al Kooper é um grande organista, basta ouvir o arranjo que ele fez para uma das canções mais famosas de Mr. Dylan, Like A Rolling Stones. Ele já era cantor aos 15 anos, virou músico de estúdio, e contribuiu em vários discos dos Rolling Stones. Mas Al Kooper sempre quis ter sua própria banda. E conseguiu, em 1967, quando junto com o guitarrista Steve Katz, abandonou o Blues Project com o objetivo de fundir um blues-rock selvagem ao jazz, sob a bandeira do Blood, Sweat and Tears. Kooper desistiu do grupo logo após lançar este debut. Partiu para a carreira solo e a banda continuou sem ele, e lançou alguns bons discos, mas nunca repetiria a beleza desta estréia.

Ouça como esta música parece Belle and Sebastian


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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Stay Hungry – Twisted Sister (84)


O que é isto? Hair Metal? Neo Glam? Apenas hard rock? Hevy metal? Ou um bando de posers? Para mim, pouco importante, sei que estou apenas diante de um clássico dos anos 80. Quem hoje tem mais de 30 deve-se lembrar bem dos vídeos de We´re Not Gonna Take it e I Wanna Rock que passava nos programas de videoclips durante todo o ano de 1984, e atualmente a MTV sempre inclui nos clássicos.
O que já se previa no disco anterior You Can´t Stop Rock´n´Roll (83) se culminou neste Stay Hungry, que marcou o maior sucesso da história da banda em termos de exposição. Era o auge da banda e com isto junto à boa exposição as críticas, principalmente das alas mais conservadoras da sociedade, que alegavam que o senso de humor da banda camuflava, justamente, cenas de violência e revolta. Independente disso, em 1985 Stay Hungry já havia vendido mais de dois milhões de cópias, coeficiente que não tardou a mudar para cinco.
Mas este marcante trabalho não pode ser resumido a apenas duas faixas. Em seu respeitável track list ainda encontramos destaques como a acelerada faixa-título, a pesada e agressiva Burn In Hell (tão sombria quanto qualquer coisa que o Venom fazia na época) e a incrível Horror-Teria (subdividida em Captain Howdy e Street Justice), a belíssima balada The Price e S.M.F., tradicional sigla da banda para “sick mother fucker”. Mas é só para destacar algumas, porque o disco é realmente filho-da-puta.



Link para o álbum:

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