sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Amy Winehouse - Back to Black (2006)


Infelizmente, o que mais se encontra sobre Amy Winehouse na mídia é sobre os “escândalos”, a única coisa positiva que se fala dela é que é a “diva tatuada do soul” – como se ela fizesse apenas soul. Não me interessa escândalos, isto, eu deixo para os tablóides ingleses. Confesso que quando ouvi a Amy pela primeira vez, era a música Rehab, tocava o tempo todo na MTV, achei legal a voz da moça e ficou por isto mesmo. Até que, um dia ouvindo rádio (coisa rara que faço) tocou uma linda canção chamada Love Is a Losing Game, de cara reconheci a voz de Amy Winehouse. Depois vi um vídeo ao vivo To Know Him Is to Love Him e pronto: virei fã!
Amy Winehouse faz sucesso por misturar grupos femininos dos anos 60, Motown, e ska. Claro, estou falando de Back to Black, seu segundo álbum, porque o primeiro Frank, segue uma linha mais jazz e hip-hop, que era o que ela ouvia na época (2003), mas foi depois que conheceu seu marido, que Amy redescobriu o som dos anos 60. “tinha muita música dessa época nos cercando”, confirma a cantora.
Amy Winehouse nasceu em Southgate, Londres, numa família judia. Filha de um motorista de táxi, e uma farmacêutica, se separaram quando ela tinha 9 anos. Winehouse não aspirava ser cantora, queria ser uma garçonete sobre patins como aquelas do filme American Graffiti. Fez escola de Teatro, aos 12 anos, mas foi expulsa por causa de um piercing no nariz. Teve empregos bizarros e até de bico de jornalista. Neste interim cantava em uma banda de jazz. Um amigo a viu cantar, e percebendo de cara seu grande talento, resolveu ajudá-la a gravar umas demos até chegar à gravadora EMI. Logo gravaria Frank, lançado em 2003, ganhando disco de platina na Inglaterra, mas só foi com Back to Black que ela estorou no Brasil.
Acho que vivemos uma época boa para cantoras inglesas: jovens e com um vozeirão cantando R&B e soul como a Amy Winehouse, Duffy e Joss Stone. Fico até com dó de ver estas cantoras rebolativas de R&B americanas que têm bunda, seios (silicone) e sem muita voz.



Download:
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domingo, 24 de agosto de 2008

Filme: Moça com brinco de pérola


A história acontece em Delft, Holanda, 1665. O país vivia sua Idade do Ouro (devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época). A Holanda era uma nação de mercadores, agricultores e marinheiros, e a fé instituída pela Reforma era sua religião oficial. A inexistência da devoção a imagens nos cultos protestantes desvinculou a Arte da Igreja. Além disso, a ausência de uma cultura palaciana, propiciou o desenvolvimento de uma arte mais singela e de temáticas do cotidiano da classe média. As obras de artes passaram a ser compradas por colecionadores. Esta opulenta classe média holandesa encomendava quadros para decorar suas casas e o tamanho das pinturas teve que ser adequado à escala dessas habitações.
É neste cenário que discorre a história do filme Moça com Brinco de Pérola do diretor Peter Webber, baseado no romance da escritora Tracy Chevalier Moça com Brinco de Pérola, o filme conta a história de uma moça pobre, Griet (Scarlett Johansson), que vai trabalhar como empregada na casa do pintor Johannes Vermeer (Colin Firth), que hoje, é considerado o segundo pintor mais importante daquele período, o primeiro é Rembrandt (que é citado no filme). Lá, Griet tem que aguentar os ciúmes da mulher de Vermeer e a grande prole do casal (chegaram a ter 11 filhos), Dentre suas inúmeras funções está a de limpar e arrumar o estúdio, em meio a estas tarefas, Vermeer desenvolve uma paixão platônica pela moça. Com isto, Griet aos poucos vai passando de simples empregada para ajudante e protegida do pintor, enquanto a moça paralelamente desenvolve um romance com o filho do açougueiro. Griet era um misto de inocência e sensualidade que, portanto, mexeu com a libido do rude mecenas Pieter Van Ruijven (Tom Wilkinson), que encomendou um quadro da cobiçada empregada. Nisto Vermeer realiza sua obra mais bela, que é considerada a Mona Lisa holandesa – A Moça com Brinco de Pérola.

Johannes Vermeer
A pintura de Vermeer retratava a vida cotidiana (pintura de gênero) conferindo mistério e profundidade psicológica aos seus personagens. Por essa razão, ele é definido como o "pintor do silêncio", da quietude. Para aumentar suas rendas, ele mantinha uma taverna, o que talvez explique sua profunda compreensão do comportamento humano.
Muitos colocam sua obra dentro do Renascimento tardio, naquilo que se convencionou chamar de Maneirismo, termo de significado preconceituoso e sarcástico - a palavra maneirismo, deriva da italiana maniera que significa expressividade forçada. O Maneirismo teve início em 1520, quando o renascimento entrou em declínio; foi uma época marcada por movimentos religiosos e em muitos países, pela consolidação do absolutismo.
Jan Vermeer morreu aos 43 anos, pobre e endividado, em Delft, Holanda, onde passou toda à sua vida. Atribui-se a sua autoria menos de 35 pinturas, que não puderam ser datadas com segurança até hoje

Direção: Peter Webber Ano: 2003 País: Luxemburgo, Estados Unidos, Inglaterra Gênero: Drama Duração: 100 min. / cor Título Original: Girl with a Pearl Earring
Elenco: Colin Firth, Scarlett Johansson, Judy Parfitt, Tom Wilkinson, Cillian Murphy, Essie Davis, Joanna Scanlan, Alakina Mann, Chris McHallem, Gabrielle Reidy

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

José González - In Our Nature (2007)


Sueco, filho de argentinos, José González conta que cresceu escutando música latina e brasileira. Artistas como Sílvio Rodriguez, Chico Buarque e João Gilberto. Aprendeu os primeiros acordes tirando canções dos Beatles e clássicos da bossa nova e, depois, dedicou-se ao violão clássico e teve bandas de rock. Em 2003, gravou o excelente álbum Venner, que levou-o ao 7º lugar das paradas inglesas, foi disco de ouro na Suécia, teve uma das músicas como trilha de um comercial de televisores e outra embalando o episódio de encerramento da segunda temporada do seriado The O.C.
In Our Nature é seu segundo trabalho, que mantém o mesmo estilo do anterior: violão e voz e com alguma percussão, e aquele estilo de tocar muito semelhante ao inglês Nick Drake, isto é ruim? Não. Não é qualquer um que consegue tocar um violão tão bonito quanto o de Nick Drake.
O indie-folk de José González não tem nada de sueco, mas muito de João Gilberto e o já citado Nick Drake. Imagina, misturar João Gilberto com Nick Drake! Sinceramente, eu apaixonei pela música do sujeito; é aquelas músicas que quando você se assusta, já está acompanhando com os pés a batida latina de seu violão. O álbum só tem um defeito: é muito curto.
Obs: ouça a versão que ele fez para Love Will Tear Us Apart do Joy Division


Link para cd
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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Regina Spektor - Begin to Hope (2006)


Compositora, cantora e pianista, Regina nasceu em Moscou, aos 9 anos de idade, saiu da Rússia com sua família no período da Perestroika, indo para Nova Iorque. Desde de cedo esteve envolvida com música, sua mãe era professora de música e o pai, além de fotógrafo era violinista. Regina toca piano desde os seis anos de idade, portanto, não é à toa que fica nítido o domínio que ela tem no piano, desde os primeiros discos, que seguiam uma linha mais jazz de cabaré. Em Nova Iorque que seu leque musical se ampliou, conheceu a cena indie americana, foi trabalhar de garçonete e até ajudante de detetive e, conheceu e ficou amiga dos Strokes - Nick Valensi, guitarrista da banda, participa da faixa Better – enquanto ela vendia por conta própria cópias de seus discos lançados anonimamente. E foi através destas cópias, que um dia, uma chegou às mãos de Gordon Raphael, produtor do Strokes, assim sua carreira pôde deslanchar. Foi com este Begin to Hope, lançado em 2006, que a ruiva ficou conhecida, talvez porque também, sua música ganhou um direcionamento mais pop, embora o anterior Soviet Kitsch já tinha vestígio deste direcionamento. Em Begin to Hope traz grandes sucessos como Fidelity e Better, como também a curiosa Après Moi, onde insere versos de autor Boris Pasternak, na sua língua materna, o russo; além do rock bem ao estilo indie de That Time e a belíssima canção Field Below. Regina também é um tipo bem diferente em relação as cantoras de sua geração: não bebe, não fuma e não freqüenta clínicas de reabilitação.
Muitos críticos comparam Regina Spektor a Toris Amos, nisto posso até concordar um pouco, mas comparar a Bjork, sinceramente, passa longe.
Curiosidade: Quem viu o filme da continuação dos “Contos de Nárnia”, o “Príncipe Caspian”, saiba que a música que finaliza o filme, “The Call” é cantado por ela. Por tanto, insiro o video abaixo:


Link para o álbum:
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Botinada (2006)


Idealizado por Gastão Moreira depois de ter chamado o Clemente (Inocentes e Restos de Nada) para trabalhar no Musikaos, da TV Cultura, em que este vivia contando sobre o movimento punk no Brasil. A partir daí Gastão foi engendrando a idéia de fazer um documentário sobre o movimento punk, que demorou quatro anos para ser finalizado. Segundo Gastão, isto foi porque sair por aí procurando o paradeiro dos punks daquela época não foi nada fácil. Além do problema de edição, pois, eram quase 70 horas de material bruto.
De qualquer forma, valeu a pena tanta dedicação. O documentário é um marco sobre o comportamento da juventude suburbana do início da década de 80 – o que seria do chamado “rock nacional” se não fosse os punks? O movimento é bem provável que tenha começado na Vila Carolina em São Paulo, de onde saiu as principais bandas. Como Clemente diz no comentário, que apesar da turma de Brasília (aqueles filhos de diplomatas) terem tido acesso primeiro dos discos de Ramones e Sex Pistols não faz de ninguém punk. Um dos grandes achados foi uma apresentação do Cólera na TV tupi, em 1980, que nunca tinha sido exibida por causa de um incêndio na emissora; imagens raras do Inocentes, a invasão da polícia no festival O Começo do Fim do Mundo, em 1982. Tudo isto é retratado e comentado com muito bom humor.
Rever bandas como Lixomania, Cólera, Olho Seco, Inocentes, Garotos Podres, os Replicantes é voltar àquela época e perceber melhor, à importância do movimento punk no país, e em plena Ditadura Militar.
Hoje, vejo esta molequeda com piercing e tatuagem em tudo que lugar do corpo, ouvindo estas bandas de “rock” de merda tentando de formas até ridículas de passar uma imagem de “contestadores”. Não, naquela época a coisa era real: as gangues, os choques com a polícia, o sistema tentando acabar com o movimento a todo custo. Os punks, em sua maioria, eram formados por filhos de trabalhadores em metalúrgicas, pedreiros, arruaceiros, desempregados, office-boys, gente sem muita perspectiva de vida. Um registro histórico, e uma fonte de pesquisa para esta e às futuras gerações.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Krautrock


Origem do termo: Na segunda guerra os americanos começam a criar apelidos para designar os aliados e inimigos, normalmente comparando-os (pejorativamente) com legumes, frutas, verduras, etc. Os alemães foram batizados com o termo "couve-flor". Demonstrando um senso de humor acima da média, Manuel Göttsching (guitarrista, integrante da banda alemã Ash Ra Tempel) criou o termo "Rock Couve-Flor" ou Krautrock para designar o estranho som que eles estavam fazendo no início dos anos 70 na Alemanha. Como uma das designações de couve-flor em alemão é Kraut, estava criado o termo Krautrock. Outra versão, relata que o termo krautrock (o legítimo "rock alemão") foi criado pelo tecladista Konrad Schnitzler para definir um novo tipo de "música rock", possuidor das características rítmicas e instrumentais básicas do Hard inglês e americano, mas dotado de características progressivas e inéditas até então. Essas características variavam desde climas "cósmicos" e "viajantes" executados pelos sintetizadores, até as mais inusitadas e esquizofrênicas experimentações sonoras, incluindo toda uma série de vocalizações (recitadas, sussurradas, gritadas, enlouquecidas...). (vê-se que a psicodélica estava muito presente na proposta desse movimento. No entanto, muito por causa do sucesso dessas bandas, o termo ganhou mais tarde um significado positivo sendo atualmente visto como um título de reconhecimento ao invés de insulto.
Enquanto os americanos pregavam o paz-e-amor e tinham nas melodias e nas viagens de guitarras os alicerces das mensagens, o som dos alemães nascia da culpabilidade do nazismo e do weltschmerz (as dores do mundo). Eles, filhos de nazistas, tinham que se livrar do câncer instalado em sua própria cultura - destroçada pela guerra e incapaz de ser reconstruída. Muito do Kraftrock venho da influência do surrealismo de Salvador Dali – o líder do Tangerine Dream, Edgar Froese foi seu aluno – queriam transferir a pintura surrealista para a música, basta ver a capas de alguns albuns como de Klaus Schulze, parecem pintura de sonhos. Para um introvertido intuitivo como eu, o Krautrock serviu de fundo para minhas viagens interior.
As bandas buscavam alianças com a música étnica, concretismo, atonalismo, minimalismo, serialismo, dodecafonismo, jazz e libertárias formas de som que escapassem do consumado. Essa música, que ora evoca os espaços siderais ora a sensação que se experimenta depois de se haver abusado ligeiramente do haxixe, foi concebida sob a batuta do Tangerine Dream, do Popol Vuh e de Klaus Schulze. Vale informar que o tecladista Irmin Schmidt e o baixista Holger Czukay, ambos do Can, foram alunos de Karlheinz Stockhausen, compositor alemão que já fazia experimentos com a eletrônica e que imprimia às suas criações um certo misticismo. Algumas dessas bandas, como Kraftwerk, Faust e Can utilizaram a eletrônica de maneira mais agressiva, prefigurando a "música industrial".
Eu já havia citado algumas bandas de Krautrock, como Tangerine Dream, Kraftwerk , mas estas com o passar dos anos mudaram a direção musical, servindo-se para abrirem portas para outros estilos musicais como New Age (Tangerine Dream) e Techonopop (Krafwerk), e teve aquelas que manteve mais “fidelidade” com o Krautrock como Amon Duul (talvez o maior exemplo deste tipo de música) e o Ash Ra Tempel. Embora o movimento acabou na década de 70, influenciaram muito bandas dos anos 80 como o dadaismo musical do Einstürzende Neubauten, Stereolab (chuparam tudo do Neu!) e as experiencias sônicas do Sonic Youth.

Conny Plank (1940-1987)
Outro dia a MTV (mais uma vez) mostrou os 10 melhores produtores de todos os tempos e o Conny Plank nem sequer foi citado, preferindo alguns produtores de rap (aí tem). Sinceramente fiquei desepcionado. Um dos maiores e melhores produtores e engenheiros de som de todos os tempos; ele ajudou a desenvolver o Krautrock, um dos primeiros técnicos a desenvolver gravações avançadas em gravadores multi-canais, um dos primeiros produtores europeu que trabalhou com Techno, via David Bowe e Brian Eno, influenciou quase toda uma geração da New Wave, incluindo o Devo que tem o seu primeiro álbum produzido pelo Eno no estúdio do Conny Plank em Cologne na Alemanha.
Plank começou sua carreira como técnico de som da beldade alemã Marlene Dietrich e desde o começo sempre acreditou nas possibilidades da musica eletronica e do som ambiente, usando materiais do dia- a- dia nas suas produções e objetos industrias como percussão; no seu Conny's Studio, produziu simplesmente os melhores trabalhos do Kraftwerk (os dois primeiros discos e o Autobhan), todos os discos do Neu!, Triunvirat, Guru Guru, trabalhou com Brian Eno nos seus discos mais experimentais, inclusive no "Music For Airports", Holger Czukay do Can, fora mais um monte de gente de peso que se influenciou pelo trabalho do MR. Plank como David Bowie e Steve Lillywhite. Além do mais, o cara colocava qualquer doidão no estudio para gravar. Até Scorpions no começo de carreira gravou com ele.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

As Origens da Música Eletrônica


Ano passado, um grupo de alunos do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, fizeram um trabalho sobre música eletrônica. Curioso e ansioso fui assistir à apresentação com a espectativa de ver – pelo menos citarem – meus colegas falarem dos primórdios da música eletrônica, em que nomes como Klaus Schulze, Neu!, Kraftwerk, Silver Apple, Terry Riley etc. Nada disto, falaram de Djs – como se este tipo de música tivesse sido inventado por eles – Drum and bass, dancehall, house, techno e trance. Tudo bem, isto foi a evolução natural que ocorreu a partir de meados dos anos 80. Mas a origem mesmo da música eletrônica veio da geração concretista de Stockhausen e Terry Riley – nem sequer citados. Ficaram falando mesmo é sobre as raves, a diferença de ritmos, como por exemplo, entre jungle e drum and bass. Mesmo que quisessem dar um de moderninhos, foram infelizes nisto; pois poderiam falar de sons mais modernos como downtempo ou drum n bossa.Pensei: que pesquisa é esta que esta garotada fez? O que eles entendem por música eletrônica? Daí, podemos concluir o porquê de funk carioca e Rap atual fazerem tanto sucesso em terras tupiniquins. A professora mais ignorante ainda em se tratando de música, estava com olhares de impressionada.
Foi a partir deste acontecimento que resolvi falar da origem da música eletrônica.
Apesar da contribuição do Edgar Varèse na França e dos americanos Terry Riley e Steve Reich, a música eletrônica tem sua origem na Alemanha. Foi com Karlheinz Stockhausen - ele é uma das figuras que aparecem na capa do disco dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Florian Schneider e Ralf Hütter da banda Kraftwerk estudaram com Stockhausen – que os estudos sobre a música eletrônica foi levado mais a fundo do que o uso de ondas Martenot de Varèse, ele compôs dois estudos de música eletrônica (Studie I e Studie II) com o objetivo de analisar as potencialidades dos sons eletrônicos, isto ainda nos anos 50.
Mas foi depois da invenção do sintetizador que a música eletrônica começou a tomar forma. Inventado em 1960 pelo russo Leon Therimim. Em 64 Robert Moog aperfeçoou o modelo criado por Therermim, criando o Moog – este fez uma revolução no rock dos anos 60: quase toda banda no final desta década começou a usá-lo. Mas foi com a banda alemã Tangerine Dream que este isntrumento foi usado intensamente, a partir de seu segundo disco Alpha Centauri (1971) três anos antes do Kraftwerk começar a usá-lo com força total. No LP seguinte (Zeit) com participação de outro nome importante, Florian do Popul Vuh, o Tangerine Dream tinham a intenção de estender as notas até onde podiam alcançar, também utilizaram intensivamente padrões repetitivos para formar a base rítmica e melódica em várias composições de seu repertório

Kraftwerk – pais da música eletrônica moderna
Os integrantes do Kraftwerk são de Düsseldorf. Começaram no início da década de 70 como uma dupla, formada por Ralf Hütter e Florian Schneider, ambos de formação clássica. No começo, usavam instrumentos eletrônicos ao lado de equipamentos convencionais. Tornaram-se totalmente eletrônicos por volta de 1973, quando entraram Karl Bartos e Wolfgang Flur na percussão eletrônica. Eles montaram um estúdio próprio, o Klirig Klang, que hoje em dia é totalmente computadorizado e portátil.
O Kraftwerk até 1974, era apenas mais um entre várias bandas malucas de Krautrock, mas com o LP Autobahn eles dão tchau ao Krautrock (que também já estava perdendo força), este trabalho trata-se de um salto estético gigante, evidenciado na faixa-titulo. No trecho final de seus 22 minutos de feeling estradeiro, o Werk implementou a batida motorik, mãe dos padrões utilizados no techno e no house, e o vocoder, que deixa a voz robótica, bem ao estilo das bandas de psytrance de hoje. Em 75 lançam Radio-Activity, passam a “cantar” e aproximam do pop. Daí vem sua grande cria: o technopop.
Claro que o movimento krautrock teve muita importância nisto tudo, e seu grande produtor nesta área, Conny Plank. Mas isto fica para a próxima postagem.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Belle and Sebastian - If You´re Felling Sinister (1996)


Embora o Belle and Sebastian serem uma grande banda de EPs – não foi à toa (como fez o the Smiths) reunirem todos seus EPs em um álbum: Push Barman to Open Old Wounds – foi com seus álbuns que estão todas suas caracterizas que fizeram o que são hoje. E estão lá: a influência bossa nova, Everything But the Girl, pitada de Dylan, e a melancolia dos The Smiths e Felt.
O nome da banda foi inspirado em um livro infantil francês, Belle et Sébastien. A banda surgiu enquanto Stuart Murdoch (o líder) fazia um curso sobre a indústria musical na universidade, e os outros integrantes eram praticamente seus colegas de escola. Este é o segundo da carreira, lançado no mesmo ano de Tigermilk, era ainda a fase da banda sem “rostos” – muitas vezes pediam a amigos que os substituíssem nas sessões fotográficas e nas fotografias das capas dos álbuns - , mantiveram a atmosfera misteriosa e intrigante (que rodeava especialmente o vocalista e ex-boxeador Stuart Murdoch) que dava um charme indefinível às músicas.
A banda estava no auge de seus poderes místicos. A imprensa tentou revelar as suas identidades e seguir de perto o percurso profissional do grupo, mas eles não ajudavam em nada. O que seria do indie do novo século se não fosse o Belle and Sebastian; talvez seja a banda mais influente no Reino Unido depois do Radiohead. If You´re Felling Sinister abria as portas da nova geração: a geração Belle and Sebastian.



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