sexta-feira, 25 de julho de 2008

TOM RUSH EM 1970 (FESTIVAL EXPRESS)



Puxa, como é bom assistir isto! É ouvindo uma música assim, que vemos como a música de hoje é ruim. Tempo que a maioria das ruas não eram asfaltadas; e que sair com a namorada era dar uma volta na pracinha. Não ficávamos grilados com qualquer coisa. Tempo que acampamento era ir pro meio do mato (não existia camping). Usávamos ficha para ligar no Orelhão; usávamos calça de veludo e boca-de-sino. Saía à noite com camisa de manga comprida e com babados. Não andávamos de moto, e sim de motoca. Maconha era erva. Era chic assistir novela da Janete Clair (o Brasil parou para saber "quem matou Salomão Hayala?" na novela “O Astro”). Passar a manhã assistindo Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar, Elo Perdido, Túnel do tempo, O Homem de 6 milhões de Dólares e Ultramen.
Televisão era de válvula – quem consertava televisão ganhava dinheiro -, os cantores bregas eram ídolos; cigarro Vila-Rica, Marbolro, Minister; refrigerante Crush e Grapette; incêndio do Prédio Joelma; balas soft, pirulito zorro, bala Chita. E os tênis? kichute, conga (de pano), All Star cano-longo, sapato Vulcabrás.
Voltando à música: Pensando bem, o Matt Costa tem algo de Tom Rush (deve ser por isto que gostei dele), digo, às músicas mais folk. Você não sabe quem é Tom Rush? Sinto muito bicho, você perdeu o trem da história.

Um comentário:

Adri disse...

Então pare o trem que eu quero entrar!
Posso?