domingo, 13 de julho de 2008

Filme - Control


Control é o primeiro filme do fotógrafo Anton Corbijn, é autor das mais famosas fotos do Joy Division. Estas fotos sempre eram em preto-e-branco. E por quase todas as fotos e imagens que se tem do Joy Divison são em preto-e-branco, fez com que o diretor optasse por filme ser assim também. O filme é baseado no livro Touching from a distance, de Deborah Curtis, mulher do vocalista. Embora o pessoal do New Order (remanescentes do Joy Division) gostaram do filme e acharam que ele foi bem fiel, não podemos negar que se trata da visão da Deborah Curtis. Portanto, o filme mostra uma Deborah muito boa e como vítima que faz tudo pelo marido epilético. A jornalista Annik como uma destruidora de lares, e Ian meio que perdido em um triângulo amoroso. Há quem prefere o Ian Curtis retratado no filme “A festa nunca termina" –filme de 2000, que retrata a Factory Records e a cena musical de Manchester.
No entanto, o filme é bem fiel, e o ator Sam Riley, está excelente no papel de Ian Curtis - os movimentos de braço no palco é perfeito, em certos momentos, dá a impressão que estamos assistindo o próprio Ian Curtis. O papel de Curtis foi dado a Sam Riley, selecionado por meio de testes.
O filme acaba deixando várias perguntas, entre elas: qual foi o motivo de Ian suicidar? A depressão tem a ver com os efeitos de seus medicamentos, frequentemente misturados a álcool? Sentimento de culpa pela infidelidade conjugal? Ou simplesmente um cara sensível que não conseguia viver com a doença?
Tendo ou não estas respostas, é um filme muito triste. A história de um cara que era fã de glam rock, depois de punk e acabou à frente de uma das bandas mais importantes para os sons dos anos 80, o Joy Division.

Atmosphere é uma das músicas mais bonitas que eu já ouvi, e triste também. Acho que ela resume bem o Ian Curtis.



O verdadeiro Ian Curtis:

Um comentário:

Adri disse...

Eu vi esse filme. Gostaria de ter visto no cinema. Realmente, ficou bem a desejar a visão do artista pela ótica da esposa "chifrada". Independentemente disso, eu gostei. Adoro filme sobre músicos e (verdadeiros) artistas!
Bom post! Adorei.