quinta-feira, 31 de julho de 2008

O vídeo que emocionou King Diamond



Um vídeo que ficou muito popular no youtube, em que dois adolescentes estão em um carro em movimento cantando o clássico de 1988 Welcome Home, que já foi visto por mais de 15.000 internautas desde que foi postado há um ano, emocionou mister King.
Ele viu o vídeo e comentou: OH MEU DEUS!!!!! Isso me emocionou!!!!! Absolutamente 200% FANTÁSTICO! Eu (sempre disse isso) nós temos os melhores fãs do mundo! É tão hilário e ao mesmo tempo fez eu realmente me sentir tão honrado em ver o nível de dedicação e o quanto nossos fãs aproveitam nossa música!!
Quando ouvi King Diamond pela primeira vez, além de ter ficado impressionado com sua voz, achei que o cara devia ser tremendamente chato. Depois, lendo várias entrevistas, vi que o cara é super-humilde e muito legal. Lembro de uma entrevista que ele contava que quando era bem jovem, queria ser guitarrista e comprou uma guitarra, quando chegou em casa percebeu que não saía som algum dela, até descobrir que precisa de equipamentos complementares para usá-la. Sinceramente, o cara tem que ser muito humilde para contar isto – depois famoso – publicamente.
King foi muito influenciado por Alice Cooper, - é notável – que também usando a forma teatral e pintar o rosto, ele trouxe em seus discos, várias histórias de terror e muito bem boladas. Para quem acha que heavy metal é feita por débeis mentais, “cara alienado”, sem cultura,se engana: ele é o maior contador de histórias do rock, quase todos seus álbuns contam histórias muito bem pesquisadas, temas como a inquisição Francesa entre os séculos XV e XVI, loucura e as práticas médicas em instituições de saúde mental, o charlatanismo na psiquiatria, uma curiosa história que se passa durante o século XVIII na cidade de Budapeste (Hungria) e que tem como palco os ainda hoje tradicionais teatros de bonecos, a referência à mitologia grega no álbum "Fatal Portrait" ao mencionar Creonte, aquele que conduz as almas num barco através do rio Styx com destino ao reino dos mortos, com diálogos, dignos das tragédias gregas.
Não sou nenhum fã de carteirinha, mas respeito este cantor das “mil vozes”.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

China: ostentando seu poder para o mundo


Estamos às vésperas da Olimpíada na China. O país investiu 40 bilhões de dólares e construíram o maior aeroporto do mundo; terá a abertura olímpica mais cara da história: estará oficializando seu status de nova potência global. Parece que estão apenas aproveitando as festas dos jogos olímpicos para mostrar seu poder.
Um país não pode dizer-se rico, quando grande parte da população vive em uma situação contrária. Um país rico não se faz apenas com uma minoria abastada; eles não são a totalidade de um país. Sim, o país vem tendo um grande crescimento econômico - a China é doze vezes mais rica hoje do que 25 anos atrás, e equivale à soma das existentes no Brasil, no México e na Rússia - mas crescimento este, que se canaliza sua riqueza apenas para uma parcela social? Enquanto isto sua população passa por problemas como: desnutrição, grande número da população vive no campo, e há elevado índice de mortalidade infantil. Além de ter as cidades mais poluídas do mundo; 30% do território chinês sofrer com chuvas ácidas, a maioria dos lagos são poluídos, metade da população consomem água que não corresponde aos padrões mínimos da Organização Mundial de Saúde. Cabe lembrar, que a China é um dos países que não assinaram o Protocolo de Kyoto a reduzirem as emissões de gases causadores do efeito estufa. Um país só pode declarar-se rico, quando todos saem ganhando.
Portanto, quando começar as Olimpíadas, não se deixem impressionar com o luxo que verão pela televisão. Não se deixem enganar. Eles querem é impressionar.

domingo, 27 de julho de 2008

Bubblegum, já ouviu falar?


Hoje, vou falar de um estilo de música que se chama Bubblegum, que é um estilo que muita gente já ouviu sem saber que era Bubblegum.
Bubblegum é uma música simples, muito curtas, mas sempre com um refrão pegajoso (o tal do gênero “chiclete”), um rock básico, com letras fáceis de cantar, órgão ao fundo, guitarras praticamente sem solos, simples e pop, com letras ingênuas quase infantis, que surgiu em meados dos anos 60.
Quem inventou? A resposta é complicada, é como o rock´n´roll, que não podemos afirmar que este ou aquele artista que inventou; é uma questão mais de sincronicidade. Embora, posso dizer que Tommy Roe teve grande importância, sendo que bem no início dos anos 60, já tocava algo bem neste estilo, que influenciou muitas bandas como The Lovin´Spoonful e Ohio Express.
Uma gravadora teve uma importância fundamental: a Buddah Records – está aí o porquê do nome Bubblegum – com dois produtores espertinhos, que perceberam que esta música fácil vendia bem, mesmo que as bandas não duravam muito e tinham no máximo uns 2 sucessos -, eram Jerry Kasenetz e Jeff Katz. Foram eles, que lançaram Ohio Express (quem não se lembra do hit Yummy, Yummy, Yummy e Chewy Chewy) Tommy Jammes and the Shondells e The 1910 Fruitgum. Até a banda Sweet é desta cria, fazendo um som bem bubblegum antes de enveredarem pelo glam rock.

O Bubblegum e as séries de tv

Quem era criança aqui no Brasil nos anos 70, deve lembrar do seriado da Hanna-Barbera The Banana Splits, um grupo de bonecos (atores com fantasias), que tocavam rock e se envolviam em muitas atrapalhadas. Pois é minha gente, era bubblegum. Depois vieram Josie and the Pussycats (virou até filme)e Archie. Era o bubblegum invadindo a televisão.



O Bubblegum e o punk

Talvez por este seguimento televisivo, o bubblegum foi perdendo a seriedade (se é que teve alguma vez) e tornando apenas um entretenimento. Mas depois de um certo silêncio, apareceu aqueles que iriam resgatar este estilo e uní-lo a outro: o punk. Estou falando dos Ramones, com suas melodias simples, letras curtas sobre assuntos banais, porém não tão infantis, juntando com a fúria do punk. Mais tarde no álbum "Subterranean jungle ", assumiram de vez a influencia bubblegum, onde aparecem versões para Little Bit o'Soul, do Music Explosion's, e Indian giver do 1910 Fruitgum.
Nesta época, outra banda que também começou no clube CBGB, o Talking Heads costumavam tocar 1-2-3 Red Light, do 1910 Fruitgum. Creio que até a Blondie tinha muito de bubblegum, vide músicas como Sunday Girl e One Way or Anothe.
Nos anos 80 surgiram bandas como The Queers, Primitives, The Darling Buds, Katrina & The Waves). Mais recentemente nos anos 90, tivemos Velocity Girl (o encontro perfeito do bubblegum com o shoegazer) e (pasmem)Supergrass (no 1º álbum) que de certa forma, mantiveram o espírito bubblegum ainda vivo.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

TOM RUSH EM 1970 (FESTIVAL EXPRESS)



Puxa, como é bom assistir isto! É ouvindo uma música assim, que vemos como a música de hoje é ruim. Tempo que a maioria das ruas não eram asfaltadas; e que sair com a namorada era dar uma volta na pracinha. Não ficávamos grilados com qualquer coisa. Tempo que acampamento era ir pro meio do mato (não existia camping). Usávamos ficha para ligar no Orelhão; usávamos calça de veludo e boca-de-sino. Saía à noite com camisa de manga comprida e com babados. Não andávamos de moto, e sim de motoca. Maconha era erva. Era chic assistir novela da Janete Clair (o Brasil parou para saber "quem matou Salomão Hayala?" na novela “O Astro”). Passar a manhã assistindo Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar, Elo Perdido, Túnel do tempo, O Homem de 6 milhões de Dólares e Ultramen.
Televisão era de válvula – quem consertava televisão ganhava dinheiro -, os cantores bregas eram ídolos; cigarro Vila-Rica, Marbolro, Minister; refrigerante Crush e Grapette; incêndio do Prédio Joelma; balas soft, pirulito zorro, bala Chita. E os tênis? kichute, conga (de pano), All Star cano-longo, sapato Vulcabrás.
Voltando à música: Pensando bem, o Matt Costa tem algo de Tom Rush (deve ser por isto que gostei dele), digo, às músicas mais folk. Você não sabe quem é Tom Rush? Sinto muito bicho, você perdeu o trem da história.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Vanessa Carlton - Harmonium (2004)


Este disco não vendeu nada. A cantora culpou a gravadora por falta de divulgação. Mas também devemos levar em conta a pressão para a cantora repetir o sucesso de A Thousand Miles, sua música mais conhecida, e seu maior sucesso. Be Not Nobody vendeu cerca de 2,5 milhões de cópias, e levou disco de platina. O mesmo não aconteceu com Harmonium, mas o disco trazia uma evolução muito grande em questão de arranjos e letras. O single White Houses foi censurado nos EUA por estar ligado a perda da virgindade, Annie, que falava sobre uma fã de Vanessa que tinha leucemia e She Floats, onde ela e seu namorado Stephen Jenkins soltavam gritos no meio da música. Ela já tem um novo cd - Heroes & Thieves – e a música Hands on me tem tocado na MTV,mas naqueles horários mais estranhos.
Quem sabe as futuras gerações descobrirão este cd Harmonium, e lhe darão o devido valor, como aconteceu no passado com os primeiros discos de Velvet Underground, que na época ninguém deu valor e não vendia nada.

Uma criança prodígio
Vanessa nasceu numa cidadezinha da Pennsylvania, nos EUA. Possui descendência escandinava pelo lado paterno, e russa-judaica pelo lado materno, e ainda na barriga da mãe, era uma ouvinte atenta de música clássica, que a progenitora tocava ao piano. E para espanto de tudo e todos, trocou de lugar com a mãe quando tinha apenas dois anos de idade. Os pais levaram-na ao Disney World e por lá Vanessa ouviu a canção It's A Small World pela primeira vez. O impacto foi de tal maneira forte, que de regresso a casa, a menina sentou-se ao piano e decifrou as notas que davam forma à canção. Mais tarde entrou para a School of American Ballet, em Nova Iorque, quando tinha catorze anos. Lá, chegou a ser considerada a melhor aluna, mas devido a rigidez da escola acabou saindo, e passou a dedicar totalmente ao piano. Chegou a trabalhar como garçonete em bares, e daí foi um pulo só para passar a cantar nos bares, até ser descoberta pela indústria fonográfica e gravar seu primeiro cd.


Download
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

MORTE AOS EMOS


Não agüento mais esta onda emo que assola o país. Uma moda que já está em decadência lá fora, ainda é forte aqui. Engraçado é que todas as bandas emo juram de franja junta que não são emo. A vocalista Havyley Williams do Paramore já andou declarando que não é emo; NX Zero jura que não; My Chemical Romance diz “não somos emo”; Fall Out Boy não confirma e nem desconfirma.
As grandes gravadoras aqui no Brasil descobriram a música emo e investiram pesado. Detonautas, CPM22, Fresno e a grande sensação atual: NX Zero que são os que mais vendem cd´s e fazem shows pelo Brasil atualmente. Bandas como esta refletem a sociedade atual brasileira, como apontado por Miguel Sokol em sua coluna na Rolling Stones nacional. “Uma juventude correta” ou talvez mais hipócrita e fútil. Nisto, você tem que agüentar estes emos com seus olhos pintados, franja caindo no olho, uma rebeldia de shopping center e pouca atitude, choramingando refrões melosos e arrebatando o coração das pré-adolescentes do “rock”.
NX Zero é uma cria do senhor Rick Bonadio (um gugu mais esperto), que só pensa em lucro, que é responsável também pelo CMP22 – tadinhos, são forçados a fazer letras para teens, sendo que a origens dos caras era o hardcore. Mas é aquela coisa: para continuar numa grande gravadora tem que seguir o modelo.
Na entrevista com o NX Zero na citada Rolling Stones número 21, os garotos defendem um rock comportado - pelo amor de Deus! O rock nunca foi comportado; rock é rebeldia, contestação, ir contra o establishment. Veja só algumas declarações: “ A agente é tipo meio nerd, o que a gente vai contar? A Rita Lee contou que cheirou, avacalhou tudo e não sei o quê. E a gente vai contar o quê? Que terminou o GTA (um game famoso) várias vezes?”. Sobre os críticos falarem mal deles, “O Wander Wildner (Replicantes), por exemplo, a crítica ama, todo mundo fala bem dele. Aí você vai num show dele na (rua) Augusta (em São Paulo) e tem 25 pessoas no máximo, diz Daniel. Então para este elemento, boa música é a que é vista por muitos? O que é bom é o que faz sucesso? O que ele não sabe é que Wander é um verdadeiro rocker - no sentido mais amplo da palavra – já fez de tudo, viveu tudo que já cantou e muito mais. Wander nunca precisou de fazer música para pré-adolescente molhar a calcinha. Ser roqueiro é muito mais do que ter franja emo, tatuagem e posar seminu na Rolling Stones. Alias, dá para desconfiar senhor Daniel, este seu namoro com a Pitty parece coisa arrumada.
Enquanto estas bandas mainstream do “rock” nacional faz a cabeça dos desavisados, bandas como Ludovic, Violins e Los Porongas ainda estão no anonimato, longe do grande público.
Fique aí com o video original de “Festa Punk”. Rock´n´Roll com atitude”

Coldplay - Viva La Vida (2008)


Desta vez o Coldplay tentou ser revolucionário, com um álbum com pretensão de megalomaníaca Fizeram de tudo para fazer um álbum no estilo: "este vai ser nosso Sargent´s pepper". Só que esqueceram de analisarem a história, para perceber que álbuns revolucionários não são planejados, acontecem. Video Astral Week (Van Morrison), o próprio Sargent´s pepper (Beatles) ou Dark Side of the Moon (Pink Floyd). Não que o disco seja ruim, mas é pretencioso.
Todos sabem, que não é de hoje, que o Coldplay quer ser o U2, então não foi surpresa para ninguém quando chamaram Brian Eno para a produção. Ao colocar a primeira faixa Life in Technicolor com aquele tapete sonoro que Brian Eno sabe muito bem criar, na seqüencia vem Cemeteries of London , entra aquela guitarra do The Edge, ops! Johnny Buckland, é que parece o U2 no Joshua Tree. Músicas como yes (com um péssimo vocal – parece o Bono depois de acordar bêbado as 5 da manhã) e Violet Hill são dispensáveis. 42 é bem legal, até o momento que eles lembram que era o Radiohead a maior influência deles e não o U2; e Buckland tenta imitar a guitarra do Jonny Greenwood (Radiohead), coitado, ele não está neste nível.
Nisto o disco vai indo, entre trancos e barrancos. A Viva la Vida é muito bonita, como também Death and All His Friends e Lost – eu não disse que não é de todo ruim? – lembra a banda nos discos anteriores. Ai que está o problema: dá uma vontade danada de ouvir Parachutes e A Rush of Blood to the Head, que são os melhores. Este é também um outro problema, as melhores músicas são as que parecem as antigas.
O que Cris Martin e companhia deveriam aprender é que os melhores álbuns são como os melhores momentos da vida – eles acontecem!

Para baixar:
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Slade


O Slade foi uma das bandas mais barulhentas e engraçadas do Reino Unido entre 1971 a 1975. Seus shows eram uma bagunça, em que parecia que eles não estavam tocando no palco; mas sim, no meio da platéia, tamanha era a zueira. Lançaram um dos discos ao vivo mais aclamados da história do rock Slade Alive (1972), com sua inesquecível capa vermelha e preta - ficou em nas paradas de sucesso por 58 semanas seguidas. Slade era uma banda basicamente de singles – por isto, justifica-se tantas coletâneas. De maio de 1971 até novembro de 1975, o Slade teve os seis primeiros lugares nas paradas de singles, sendo que três foram direto para o topo, batendo inclusive o recorde dos Beatles. Hits como Mama Weer All Crazee Now, Cum on Feel the Noise e Merry Xmas Everbody estão até hoje na memória de qualquer roqueiro que se preze.
Slade era formado por Noddy Holder (vocal), David Hill (guitar), Jimmy Lea (bass), Don Powell (Drums). A banda se formou originalmente em meados de 1966 com o nome de In-Be-Tweens. No final dos anos 60, mudam o nome para Ambrose Slade. Neste período conhecem Chas Chandler (o famoso empresário de Jim Hendrix), que passa a empresariá-los. Chas sugere reduzirem o nome para Slade e faz com que a banda adote um visual skinhead. Slade sempre teve um potencial ao vivo e os skinheads eram um mercado em evidência. Lançam alguns discos e um hit: Get Down and Get With it, até aí nada de muito notória em sua carreira. Mas foi com a ascensão do glam rock que o Slade conseguiu grande sucesso. Deixaram os cabelos crescerem, passaram a usar roupas extravagantes, por exemplo, o guitarrista David Hill cortou a franja no alto da testa e jogou purpurina em todo corpo.
É a partir daí, que venho discos como Slayed?, Slade Alive!, Old New Borrowed and Blue. Realmente o Slade estourou no Reino Unido - era a slademania, mas nunca conseguiu o mesmo no USA, foram várias as tentativas para emplacar lá e nunca conseguiram: eram ingleses demais para os americanos. Com o surgimento do punk e as novas bandas de NWOBHM, o Slade foi perdendo terreno e entrou num mercado muito competitivo e seus singles foram caindo do primeiro, para segundo e terceiro lugares. Mesmo assim, ainda fizeram um relativo sucesso até o final da década de 70.
Nos anos 80, a atenção da mídia voltou para eles, graças às regravações do Quiet Riot, de dois de seus grandes sucessos: Mama, Weer All Crazee Now e Cum On Fell The Noize. Então, em 1983 se sentiram seguros o suficiente para voltarem com a força toda e lançando o excelente The Amazing Kamikaze Syndrome, com o hit My Oh My, que fez grande sucesso inclusive aqui no Brasil. Depois caíram no anonimato de novo, ainda mais com a saída do vocalista Noddy Holder (virou radialista) e Jimmy Lea. Os remanescentes tentam sobreviver como Slade II, mas sem a mesma força.


domingo, 13 de julho de 2008

Filme - Control


Control é o primeiro filme do fotógrafo Anton Corbijn, é autor das mais famosas fotos do Joy Division. Estas fotos sempre eram em preto-e-branco. E por quase todas as fotos e imagens que se tem do Joy Divison são em preto-e-branco, fez com que o diretor optasse por filme ser assim também. O filme é baseado no livro Touching from a distance, de Deborah Curtis, mulher do vocalista. Embora o pessoal do New Order (remanescentes do Joy Division) gostaram do filme e acharam que ele foi bem fiel, não podemos negar que se trata da visão da Deborah Curtis. Portanto, o filme mostra uma Deborah muito boa e como vítima que faz tudo pelo marido epilético. A jornalista Annik como uma destruidora de lares, e Ian meio que perdido em um triângulo amoroso. Há quem prefere o Ian Curtis retratado no filme “A festa nunca termina" –filme de 2000, que retrata a Factory Records e a cena musical de Manchester.
No entanto, o filme é bem fiel, e o ator Sam Riley, está excelente no papel de Ian Curtis - os movimentos de braço no palco é perfeito, em certos momentos, dá a impressão que estamos assistindo o próprio Ian Curtis. O papel de Curtis foi dado a Sam Riley, selecionado por meio de testes.
O filme acaba deixando várias perguntas, entre elas: qual foi o motivo de Ian suicidar? A depressão tem a ver com os efeitos de seus medicamentos, frequentemente misturados a álcool? Sentimento de culpa pela infidelidade conjugal? Ou simplesmente um cara sensível que não conseguia viver com a doença?
Tendo ou não estas respostas, é um filme muito triste. A história de um cara que era fã de glam rock, depois de punk e acabou à frente de uma das bandas mais importantes para os sons dos anos 80, o Joy Division.

Atmosphere é uma das músicas mais bonitas que eu já ouvi, e triste também. Acho que ela resume bem o Ian Curtis.



O verdadeiro Ian Curtis:

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Tygers of Pan Tang - Spellbound (1981)


Já vou deixando bem claro: este postagem é só para mim. Para começar trata-se de uma banda nem muito conhecida – até mesmo para curtidores de Heavy Metal -, o Tygers of Pan Tang. Ontem, estava lendo a revista Roadie Crew, e na entrevista com David Coverdale (Whitesnake), ele fala do guitarrista John Sykes, que tocou no Tygers of pan durante uns 2 anos. E foi com John Sykes que o Whitesnake tocou aqui no Rock in Rio em 1985. Sykes era aquele guitarrista loiro, que foi considerado o roqueiro mais bonito do evento (naquela época tinha estas bobeiras). Pois é, foi lendo esta entrevista que me deu uma grande vontade de ouvir o Tygers of Pan Tang e coloquei para ouvir Spellbound. Lembrei de cara daquele ano de 1981, quando ouvia o célebre programa do Mister Tim na rádio Musirama de Sete Lagoas. E ele tocava direto Gandland, Take it, Silver and Gold, Hellbound. Puxa, o cara adorava a banda e eu também.
Tygers of Pang Tang foi uma das bandas do movimento NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), que era um movimento que surgiu no final dos anos 70, quando as grandes bandas do metal estavam começando a cair e o cenário estava sendo dominado pelo movimento punk e a disco. Estas bandas vieram com a força toda, para resgatar o heavy metal e uniram o heavy metal com a energia punk. Neste meio se revelaram bandas como Saxon, Def Leppard e Iron Maiden, só pra citar as mais famosas. A banda durou pouco, além do disco Spellbound (81), destaco The Cage (82) e Crazy Nights (81). Mas foi o suficiente para marcar uma época muito legal em minha vida. Época que talvez, tenha sido a mais roqueira da minha vida.


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quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Deus do Fogo


Uma vez minha namorada me perguntou quem foi o primeiro artista a pintar o rosto no rock. Na hora eu não me lembrei de um maluco chamado Arthur Brown, que já em 1966 pintava o rosto - isto mesmo, antes de Alice Cooper, Kiss e Secos & Molhados brigarem pelo título. Pois é, Arthur Brown e banda já apareciam todos com o rosto pintado. Então já que o Ney Matogrosso sempre afirma que o Kiss os imitaram, poderíamos dizer que o Secos & Molhados imitaram Arthur Brown?
Arthur Brown se dizia o Deus do fogo e cantava “Eu sou o Deus do fogo do Inferno” em seu único e grande sucesso “Fire”; com o rosto pintado, de uma forma muito parecida com o King Diamond nos dias de hoje, subia ao palco com um fogaréu em cima de sua cabeça. Ele atraia atenção de todo mundo, inclusive de astros do rock daquela época, como Pete Townshend, Jim Hendrix e Mick Jagger. Diziam até que Hendrix queria montar uma banda com ele.
Em seus shows eram montado três cruzes no palco e o sujeito com uma roupa toda prateada subia em uma das cruzes, e em certo momento parecia que pegava fogo. Tudo isto era muito legal, mas com o tempo foi se desgastando e Brown já não atraia tanta atenção. Mas a música “Fire” é ainda regravada por muitos artistas, só que na época o empresário Kit Lamber fez ele assinar um documento que tirava todo o direito do músico de receber royalties pelo seu disco de estréia. Que sacanagem!


terça-feira, 8 de julho de 2008

Imogen Heap - Speak for Yourself (2006)


Imogen Heap (sim, este é o nome verdadeiro dela, não é um nome artístico) com certeza é uma cantora que você não verá no MTV Brasil, que não abrirá espaço para ela entre os NXZero´s e R&B´s da vida para inserir um vídeo dela – aqui no blog eu me vingo. Quando a ouvi esta moça inglesa de 1,80m, pela primeira vez achei sua música muito parecida com Frou Frou; até descobrir que ela fazia parte da formação deste duo. Frou Frou era composto por Imogen Heap e Guy Sigsworth e só fez um disco.
Estou postando o segundo dela - Speak For Youself – que traz a música Hide and Seek que é uma música que, em certa medida, é só à base de voz. No entanto, Imogen Heap aplica um conjunto de efeitos na voz para dar um ar mais angelical e poderoso à música, o qual resulta brilhantemente. Além dela, a linda Just For Now e Have You Got It In You.
Em suma, se você gosta de trip hop na linha de Dido, Frou Frou, Beth Orton, esta é sua praia.

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Joanna Newsom - Ys (2006)


Joanna não é muito conhecida no Brasil – isto também não é de assustar ninguém –, ela parece uma princesa renascentista, com sua voz quase infantil que fica entre uma Bjork e Kate Bush;toca harpa como quem colhe estrelas na abóbada celeste, mas totalmente diferente do estilo de Loreena McKennitt - sua forma de tocar foi influenciado pelo estilo polimétrico utilizado pelos instrumentistas da África Ocidental que utilizam o kora (um tipo de instrumento de corda). Joanna Newsom é americana, da Califórnia, despontou no cenário indie através da coletânea Golden Apples of the Sun, no início de 2004. Logo gravaria seu primeiro álbum The Milk-Eyed Mender, que foi recebido calorosamente, mas nada poderia tê-la preparado para as arrebatadoras resenhas recebidas por Ys. Ao longo das cinco faixas deste disco, Newsom soa como uma Kate Bush medieval cantando músicas de Hans Christian Andersen.
A música é exótica, com letras esquisitas, como em Emily, por exemplo, fala de sua irmã, uma astrofísica que lhe ensina o nome das estrelas. Já a segunda faixa, Monkey and Bear, narra a história de um macaco e uma ursa que escapam da fazenda onde moram e precisam sobreviver. Sob ordens do macaco, a ursa dança para crianças, que, com medo, jogam moedas a seus pés. No fim da jornada, a ursa foge do companheiro ao banhar-se em um riacho. Apesar de alguns críticos a enquadrá-la no movimento Psych Folk, ela afirma não estar ligada a nenhum estilo musical particular.
Ouvir Joanna é uma experiência única, onde ela nos leva para seu próprio mundo feérico.

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