sexta-feira, 23 de maio de 2008

Rufus Wainwright em Belo Horizonte (Freegells Music) 11/05/08


Recentemente o cantor e compositor canadense-americano Rufus Wainwright venho fazer uma turnê pelo Brasil, ele que ficou mais conhecido aqui pelas suas participações em trilhas sonoras como em Shrek ("Hallelujah"), Brokeback Mountain (“King Of The Road” e “The Makes Maker”) e “Moulin Rouge”, do que pelos seus álbuns. Em seu currículo já consta 5 álbuns, embora ele não é muito conhecido no Brasil, portanto, seus shows não lotaram por aqui. Ele se apresentou no Rio de Janeiro (7/5), São Paulo (9/5), Belo Horizonte (11/5) e Brasília (13/5).
Após tocar no Rio de Janeiro e São Paulo em companhia de sua irmã Martha, e da mãe, Kate, Rufus se desculpou por não poder trazê-las a solo mineiro. Mas o que de imediato parecia que estávamos perdendo por causa deste desfalque, saímos é ganhando por assistir um show único. Rufus com suas canções “pop” com forte acento erudito, buriladas com sensibilidade e letras melancólicas de um trovador moderno encaixaram-se perfeitamente no formato do show: somente ele alternando-se entre um piano e um violão. Quem esperava uma estrela antipática, demasiado afetada (num mal sentido), com o pior comportamento possível que os pop-stars costumam ter, Rufus surpreendeu. Extremamente bem-humorado, fazendo piadas de um humor fino e comentários inspirados a todo tempo, soube entreter, divertir e tocar a todos os presentes, vidrados nas mãos e na voz única.
Pontos altos não faltaram. Mostrando-se muito a vontade e com pleno domínio de suas próprias canções, o repertório foi do primeiro, auto intitulado, de 1998, até o último, “Release The Stars”, de 2007, incluindo a inédita “Who Are You, New York”. Peças de rara beleza como “Not Ready To Love”, a ácida “Going To A Town” e “Califórnia” foram momentos que o afirmam como um dos maiores cantores da atualidade.
O set final teve ainda a indispensável “Poses” e a sua versão levemente acelerada de “Hallelujah”, de Leonard Cohen, presente no filme Shrek, além do clássico “Somewhere Over The Rainbow”. Após uma hora e meia de apresentação, Rufus se despediu aplaudido de pé. Um artista maravilhoso, muito além dos limitantes adjetivos inseridos a ele.

Um comentário:

Dri disse...

Concordo com tudo, mas não me lembro de ouvi-lo cantar "somewhere over the rainbow" aqui...