terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Suede - Uma banda para ser lembrada


O Suede foi uma das maiores bandas dos anos 90 de Britpop, ao lado do Oasis e The Verve, Blur e Pulp. Mas o Britpop não existe mais, não é mesmo? Mas afinal, o que era Britpop? Britpop era uma a expressão que a imprensa da Grã-Bretanha inventou para não ter que escrever "a terceira grande invasão britânica”. A primeira invasão, todos sabem; foi Beatles, Kinks, The Who entre outros. A segunda foi a invasão dos punks, com Clãs, Sex Pistols e Buzzcocks.
Antes desta terceira invasão britânica, existia no final dos anos 80 as bandas Shoegazer, nome dado aos grupos surgidos na década de oitenta que faziam músicas melodiosas e carregas de distorção, enquanto seus integrantes tocavam a maior parte do tempo olhando para os próprios pés. Foram bandas como Jesus and Mary Chains, Ride, Lush e My Blood Valentine; era aquela música melancólica e ao mesmo tempo cheia de distorções. Interessante notar, que muitas bandas que fizeram sucesso dentro do britpop surgiram dentro desta proposta Shoegazer, como o caso do Blur e Verve. Também a rivalidade entre Oasis e Blur ajudou a difundir o britpop; as ofensas públicas destiladas por Noel e Liam Gallagher atingiram também a artistas consagrados e políticos. Por mais que se suspeite de estratégia de marketing, a polêmica foi o tempero que faltava para que o mundo conhecesse esta leva de grandes bandas do Reino Unido.
Voltando ao Suede. Eles surgiram em 1992, em 1993 estréiam com Suede, onde flertam com Bowie e T. Rex., e de cara viraram capa do Melody Maker, mas antes de lançar o homônimo disco de estréia, foram obrigados a virar London Suede por causa de uma cantora americana que usava o mesmo nome, as esta mudança ficou valendo só para os americanos. Os destaques são os rockões estridentes: "So Young", "Animal Nitrate", "The Drowners" e "Metal Mickey. "Suede", entrou direto no primeiro lugar, vendendo mais de cem mil cópias em dois dias, sendo a mais bem-sucedida estréia de uma banda desde Frankie Goes to Hollywood. Brett vira sex simbol e faz declarações como “sou um bissexual que nunca teve uma experiência homossexual”
Vem o segundo: Dog Man Star (94), que coloca a banda no Olimpo, mas ao mesmo tempo acontece a primeira baixa na banda: o excelente guitarrista Bernard Butler deixa a banda pouco antes do lançamento de Dog Man Star e foi substituído por Richard Oaks. Um pouco depois, veio a explosão de Blur e Oasis e o Suede fica em segundo plano. Esse período coincide com a fase "excessos" de Mr. Brett Anderson. "Foram dois anos sem gravar, muitas drogas e muito vinho tinto".
Apenas em 1997, eles retomam as atividades com a entrada do tecladista Neil Codling, em que traz uma nova injeção de ânimo e lançam “Coming Up”, onde encontra-se o sucesso “Trash” e também uma de suas músicas mais lindas "The Chemistry Beetwen Us".
Em 1999, é a vez de Head Music”. Brett canta como nunca e com menos floreios vocais, afirma-se como o melhor gogó do rock inglês. Belas melodias ("Everything Will Flow", "He´s Gone") e, principalmente, pop de primeiríssima ("Eletricity", "Savoir Faire", "Can´t Get Enough", a faixa-título). A lindas baladas “My Insatiable One e “He´s Gone. A veia Bowie continua forte em “She´s in Fashion”, um clássico, que nos remete a “Young Americans” de Bowie.
O grupo dá uma parada e só em 2002 - talvez por causa da saída de Codling e as frustradas tentativas de entrar no mercado americano - um novo disco é lançado. A New Morning. Recebendo boas críticas, mas com vendas abaixo do esperado. É uma pena, porque o disco é maravilhoso. Ouça “Positivity”, “Lost in TV” e “Beautiful Loser”. Poucas bandas sabem encerrar uma carreira assim. Em 2005, o líder Brett Anderson, junta-se ao guitarrista original da banda Bernard Butler e monta o The Tears e lançam o cd “Here Comes the Tears”. Agora, pergunta se gostei?

Um comentário:

Dri disse...

Acho que o nome da banda já diz muito do som: um veludo! Um veludo azul!! Suede é bom demaaaaaaaaaais!
Adorei esse post!