terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A origem do Rock´n´Roll


O Dia Mundial do Rock foi instituído em 1985, quando foi realizado o primeiro "Live Aid" em prol das vítimas da fome na Etiópia, onde grandes nomes como David Bowie, U2, Queen e The Who se apresentaram. Por causa de sua grandeza e importância escolheram esta data. Mas seria mais certo comemorar o "Dia Mundial do Rock" no dia 12 de abril, quando Bill Haley and His Comets havia gravado a antológica "Rock around the clock", que não vendeu bem, mas ao ser incluída como tema de abertura do filme "Sementes da violência, tornando-se esta música o primeiro grande sucesso do rock´n´roll. Porém, alguns meses depois, em "5 de julho, que um caipira nascido em Tupelo, Mississipi, que numa segunda-feira entrou em estúdio pela primeira vez e gravou uma versão envenenada de um blues de Arthur "big Boy" Crudup, "That´s All Right (Mama)". Elvis se tornou o primeiro sexy simbólo e herói branco do rock - ao mesmo tempo fico pensando que tudo poderia ser um pouco diferente se seu irmão gêmeo idêntico Jesse tivesse sobrevivido ao parto.
É ponto pacífico que o rock´n´roll surgiu do encontro de duas grandes correntes: o rhythm & blues e o country-and-western. O rhythm and blues venho do blues, que era a música dos negros escravos dos campos de algodão da América, cantando suas tristezas e saudade da Àfrica. O blues era uma música simples, estruturada basicamente em cima de uma escala de doze compassos divididos em três partes iguais.
Ao fim de casa frase, um tempo livre, preenchido por uma resposta instrumental. Para responder, o negro usa a gaita, instrumento fácil de carregar. E o violão. A origem do do termo "blues" data de 14 de dezembro de 1862. Charlotte Forten, uma jovem professora negra nascida livre no norte dos Estados Unidos que alfabetizava os escravos da Carolina do Sul, registrou seus sentimentos num diário depois de assistir a uma missa na comunidade negra: "Voltei da igreja com o blues. Me joguei em minha cama e pela primeira vez desde que cheguei aqui, me senti muito triste e miserável." Talvez não haja melhor tradução para o sentimento expresso pelos lamentos dos escravos, que anos depois transformariam-se num gênero musical. Antes de 1860, chamavam a música dos negros escravos de "spirituals (canções religiosas entoadas pelos negros, o uso do violão venho depois, graças à influência espanhola vinda do México, antes usavam o fiddle - um ancestral do banjo de origem africana.
Em 1949 venho o Rhythm & blues quando o cantor Roy Brown gravou Good Rockin' Tonight (mais tarde regravada por Elvis Presley) e, apesar de manter o compasso do blues, alterou o estilo triste para um acompanhamento mais acelerado e frenético, com um toque dos cantos religiosos negros, mais gritados que sussurrados. O country-and Western era a música dos cowboys do Oeste.

O termo rock´n´roll

Devemos dar crédito a disc-jóquei Alan Freed, que em 1952, batizou seu programa de Moondgo's Rock'n'Roll Party, o que acabou definindo a expressão como designativa de um tipo específico de música. Conta-se que Freed - que era trombonista clássico e engenheiro mecânico - um dia foi convidado a visitar uma loja de disco e viu jovens dançando energicamente ao som do rhythm & blues e teve a idéia de fazer um programa baseado neste novo tipo de música; chamaria "The Moon Dog House Rock´n´Roll Party, nome baseado em um velho blues de 1922, relançado depois da guerra por Big Joe Turner. Daí, o termo rock´n´roll pegou e seu programa revelou nomes como Fast Domino, Little Richard, The Moonglows. É bom lembrar que o termo rock´n´roll já existia anteriormente, mas era usado como gíria dos negros americanos, que tinha uma conotação sexual, algo como "deite e role". Também o rock "anos 50" começou a se dividir em estilos, como classificou o pesquisador Charlie Gillett em 5 variedades diferentes: O rock´n´roll do Norte (Bill Haley & His Comets), o blues-de-dança de NOva Orleãs (Fats Domino, Little Richards), o country-rock de Memphis (Elivs Presley, Carl Perkins), o Rhythm & blues de Chicago (Chuck Berry, Bo Didley) e o rock´n´roll de grupos vocais (Platters, Penguins).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Mods x Roqueiros


Em primeira instância, mods eram aqueles caras que no início dos anos 60
usavam terninhos e franjas. Entre 1959 a 1963, o rock nos EUA tinha "morrido" pela primeira vez: com a entrada de Elvis para o exército e outros partindo para o country e baladas açuracadas e principalmente com o acidente de avião em que perdemos Richie Valens, Big Bopper & Buddy Holly e ficou conhecido como "o dia em que o rock morreu". No reino unido a coisa era diferente: todos sabemos da preocupação dos ingleses em se vestirem bem, criar modas e estilos - lembre-se como a primeira "invasão inglesa" influenciou o EUA na forma de vestir e comportar e também os news romantics nos anos 80 - Nessa época, um verdadeira sub-cultura juvenil se desenvolvia em Londres, mas especificamente ao redor das lojas de roupas do bairro do Soho Eles eram chamados de Mods (uma corruptela de Modernists, ou seja, modernos).
Em 1964, os Mods ouviam sua própria música (R&B, Soul, artistas da Tmala - Motown americana), usavam seu próprioa transporte (vespas), roupas (camisas e calças Levi´s, jaquetas de algodão e sapatos no estilo dos de jogar boliche) e drogas (vários tipos de anfetaminas). O que os diferenciava era que a única preocupação deles era estilo. Nenhuma conotação política ou ideológica.
Os Mods entravam direto em choque com o pessoal que continuava mais ligado ao Rock and Roll dos anos 50, suas Harley-Davidson e jaquetas de couro, criando assim o famoso "duelo" Mods versus Rockers. Embora, um confronto tenha acontecido uma vez em uma praia da Inglaterra, foi extremamente manipulado e aumentado pela mídia, oque de certa forma, foi bom, já que chamou atenção para o estilo.
Com a chegada do psicodelismo e o movimento hippie, o movimento Mod entrou em decadência.
Muitas bandas foram influêncidas pelos Mods nas décadas seguintes como o The Jam, nos anos 70. Aqui temos o Ira, que em seu disco de estréia Mudança de Comportamento de 1985, presenteou os brasileiros com o hino Mod tupiniquim "Ninguém Entende Um Mod".
Para quem quer entender melhor sobre os Mods, veja o filme Quadrophenia (1979) baseado no álbum do The Who, onde se pode ver o Senhor Sting (The Police) novinho. Este filme foi uma celebração do movimento mod, mostrava bem esta rixa entre rockers e mods, além das belas canções do The Who.
Bandas mods famosas: The Yardbirds, The Who (no começo), The Creation
Small Faces, Kinks e Blues Magoos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Suede - Uma banda para ser lembrada


O Suede foi uma das maiores bandas dos anos 90 de Britpop, ao lado do Oasis e The Verve, Blur e Pulp. Mas o Britpop não existe mais, não é mesmo? Mas afinal, o que era Britpop? Britpop era uma a expressão que a imprensa da Grã-Bretanha inventou para não ter que escrever "a terceira grande invasão britânica”. A primeira invasão, todos sabem; foi Beatles, Kinks, The Who entre outros. A segunda foi a invasão dos punks, com Clãs, Sex Pistols e Buzzcocks.
Antes desta terceira invasão britânica, existia no final dos anos 80 as bandas Shoegazer, nome dado aos grupos surgidos na década de oitenta que faziam músicas melodiosas e carregas de distorção, enquanto seus integrantes tocavam a maior parte do tempo olhando para os próprios pés. Foram bandas como Jesus and Mary Chains, Ride, Lush e My Blood Valentine; era aquela música melancólica e ao mesmo tempo cheia de distorções. Interessante notar, que muitas bandas que fizeram sucesso dentro do britpop surgiram dentro desta proposta Shoegazer, como o caso do Blur e Verve. Também a rivalidade entre Oasis e Blur ajudou a difundir o britpop; as ofensas públicas destiladas por Noel e Liam Gallagher atingiram também a artistas consagrados e políticos. Por mais que se suspeite de estratégia de marketing, a polêmica foi o tempero que faltava para que o mundo conhecesse esta leva de grandes bandas do Reino Unido.
Voltando ao Suede. Eles surgiram em 1992, em 1993 estréiam com Suede, onde flertam com Bowie e T. Rex., e de cara viraram capa do Melody Maker, mas antes de lançar o homônimo disco de estréia, foram obrigados a virar London Suede por causa de uma cantora americana que usava o mesmo nome, as esta mudança ficou valendo só para os americanos. Os destaques são os rockões estridentes: "So Young", "Animal Nitrate", "The Drowners" e "Metal Mickey. "Suede", entrou direto no primeiro lugar, vendendo mais de cem mil cópias em dois dias, sendo a mais bem-sucedida estréia de uma banda desde Frankie Goes to Hollywood. Brett vira sex simbol e faz declarações como “sou um bissexual que nunca teve uma experiência homossexual”
Vem o segundo: Dog Man Star (94), que coloca a banda no Olimpo, mas ao mesmo tempo acontece a primeira baixa na banda: o excelente guitarrista Bernard Butler deixa a banda pouco antes do lançamento de Dog Man Star e foi substituído por Richard Oaks. Um pouco depois, veio a explosão de Blur e Oasis e o Suede fica em segundo plano. Esse período coincide com a fase "excessos" de Mr. Brett Anderson. "Foram dois anos sem gravar, muitas drogas e muito vinho tinto".
Apenas em 1997, eles retomam as atividades com a entrada do tecladista Neil Codling, em que traz uma nova injeção de ânimo e lançam “Coming Up”, onde encontra-se o sucesso “Trash” e também uma de suas músicas mais lindas "The Chemistry Beetwen Us".
Em 1999, é a vez de Head Music”. Brett canta como nunca e com menos floreios vocais, afirma-se como o melhor gogó do rock inglês. Belas melodias ("Everything Will Flow", "He´s Gone") e, principalmente, pop de primeiríssima ("Eletricity", "Savoir Faire", "Can´t Get Enough", a faixa-título). A lindas baladas “My Insatiable One e “He´s Gone. A veia Bowie continua forte em “She´s in Fashion”, um clássico, que nos remete a “Young Americans” de Bowie.
O grupo dá uma parada e só em 2002 - talvez por causa da saída de Codling e as frustradas tentativas de entrar no mercado americano - um novo disco é lançado. A New Morning. Recebendo boas críticas, mas com vendas abaixo do esperado. É uma pena, porque o disco é maravilhoso. Ouça “Positivity”, “Lost in TV” e “Beautiful Loser”. Poucas bandas sabem encerrar uma carreira assim. Em 2005, o líder Brett Anderson, junta-se ao guitarrista original da banda Bernard Butler e monta o The Tears e lançam o cd “Here Comes the Tears”. Agora, pergunta se gostei?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Kevin DuBrow (1955-2007)


Quem não se lembra dos videos do Quiet Riot nos anos 80, como "Cum on Feel the Noiza" e "mama weer al crazee no" e baladas hard como "Don't Wanna Let You Go"? Muitos selembram e curtiram mesmo não sendo da praia do hard/hevy metal. A banda na verdade é um pouco mais antiga quando revelava o grande Randy Rhoads, nos discos Quiet Riot I e Quiet Riot II; mas também revelou a voz de Kevin DuBrow, que se assemelhava muito a voz de Noddy Holder do Slade, para falar a verdade, até melhor, pois ela menos berrada.
Eles tinham estourado com os discos "Metal Health" e "Condition Critical" e a turminha passou torrar o dinheiro com mulheres, álcool e drogas, principalmente Kevin DuBrow, que chegou a ficar pobre e nem tinha onde mais morar - voltou até morar com a mãe. A banda chegou a voltar sem Kevin, obviamente fracassou, pois é mesma a coisa dos Rolling Stones sem Mick Jagger. Nisto começou idas e vindas e discos regulares, só voltando a receber uma certa atenção no final dos anos 90.
Infelizmente, Kevin é encontrado morto em sua casa, depois de 6 dias, em 25 de novembro, segundo laudo médico por overdose de cocaína. Nunca vou esquecer quando vi eles em Belo Horizonte, em 1985, ainda saboreando sua glória antes da banda entrar em decadência, e eu cara-a-cara com Kevin em frente do palco.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

BEHAVIOR (90) - Pet Shop Boys


Neil Tennant até tentou ser jornalista – desejo de sua mãe – trabalhando na revista Smash Hits (para adolescentes ingleses), mas quando tudo parecia que o rapaz iria se dar bem como editor de livros, ele conhece Chris Lowe e tudo muda em 81. Chris era fã de dance music e Neil de new wave, foi assim que pop encontrou com a dance music.
Ainda sobre a aura dos anos 80, os Pet Shop Boys lançaram Behavior, menos dance e mais instropectivo que os anteriores, eles cometeram seu melhor álbum até hoje. É uma pena que já tinham usado o título “Introspective” em um álbum, sendo que este que merecia tal título. Mesmo que muitos ainda pensam que Neil aprendeu a cantar com o sr. Spock, não podemos negar que sua voz encaixa bem nas melodias de Chris.
Um disco que começa de cara com “being boring” já nos prepara para uma seqüência impecável e se mantém em alto nível até o final com “jealousy” que foi a primeira canção escrita por Neil, aos 11 anos de idade. A participação de Johnny Marr só enriquece mais as músicas como em “This Must Be The Place I Waited Years To Leave" e lotada de wah-wah na belíssima "My October". Realmente um disco taciturno, apenas “So Hard” nos remete aos primeiros discos e é realmente dance. Em “The End of The World”, Tennant pede que prestemos atenção às profecias de extinção da espécie. Neil Tennant comentou que, com o mundo em estado precário, queria criar músicas que refletissem a sua angústia pessoal diante da incerteza global. E disse uma vez que a música sempre foi um modo de fugir da realidade, talvez refletindo sobre isto ele conseguiu nos transportar para outros mundos com “Behaviour”. Um disco intimista, inquietante, sinfônico e grandioso. Uma obra pop insuperável.



Link para baixar o album:
http://rapidshare.com/files/84225782/pet_shop_boys_-_behaviour.rar.html