sábado, 13 de dezembro de 2008

The Mummies



O rock é ó único tipo de música que aceita qualquer tipo de maluco e gente pra lá de esquisita. The Mummies é o tipo de banda que podemos chamar de trash. Guitarras completamente desafinadas, baterias podres que eram destruídas a cada "martelada", teclados psicodélicos ecoando por amplificadores vagabundos e os integrantes da banda devidamente caracterizados de... múmias! Para dar um toque extra, o carro da banda era uma van de serviço funerário.
A carreira dos caras durou pouco mais de três anos, entre o final dos anos 80 e começo dos 90. Foram muitas vezes expulsos dos clubes onde tocavam por quebrar ou roubar equipamentos. Se achavam um lugar legal, apresentavam-se apenas em troca de cerveja. Enquanto o pessoal de Seattle vestia camisa xadrez e deixava o cabelo crescer, eles usavam sórdidos trapos brancos. Falando em Seattle, eles recusaram um contrato com a então meca do grunge, Sub Pop, que via nos Mummies a possibilidade de criar um novo Kiss.
Seus discos, diga-se de passagem, sempre contaram com produção paupérrima, muitos chiados e capas em preto e branco, dando uma impressão ainda mais trash. A capa de um deles (Runnin’on Empty) apresenta um dos "múmias" categoricamente sentado em uma privada! Todas estes predicados renderam aos caras a fama de "reis do rock de baixo orçamento".

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Adivinhem de quem estou falando?

Acho que a receita para você ser uma queridinha da música é bem fácil: crie um perfil no myspace, mostre de cara que você é bem descolada. Cite Bob Dylan, Johnny Cash (mesmo que você não teve tempo ou idade para ouvir suas vastas discografias) e alguma banda nova-iorquina dos anos 60, tipo Velvet Underground, e bandas indie inglesa - para ganhar ares de alternativa. Não se esqueça de citar grandes nomes da literatura mundial; mas não se esqueça de citar os brasileiros para deixar claro que você tem um lado brasileiro forte e valoriza suas raízes – isto agradará os críticos “intelectuais”. Dá um jeito de cantar ou pelo menos andar com gente como Marcelo Camelo e não se esqueça de namorar com algum rapaz (também descolado) tipo o Helio Flanders do Vanguart.
Seu instrumento básico vai ser o violão, cante a maioria das canções em inglês (afinal, você é culta), assim, vão chamar sua música de folk à brasileira (isto vai mexer com a curiosidade dos desavisados), porque se cantar tudo em português, vão restringir seu estilo à MPB e você não quer ser mais uma das milhares de cantoras que surgem como a “nova promessa” da MPB. Mas cuidado, não diga que toca folk, diga que é anti-folk (soa mais vanguarda) e cite gente como Feist, Kate Nash e Cat Power. Chame um produtor bem aceito no mundo dos “descolados” tipo o Mario Caldato, que produziu Beastie Boys, Beck e Marcelo D2. Ele saberá dar o toque “moderno” à sua música.
Pelo amor de Deus, não vá a programas de televisão tipo Raul Gil (senão, seu fim será fazer dueto com Zezé de Camargo), vá naqueles mais chics, onde você tenha certeza que Marisa Monte, Caetano Veloso já passaram. E nas entrevistas diga apenas que é uma menina “normal”, isto é bom para passar uma impressão de falsa modéstia. Faça letras de música bem bestas, como se você tivesse conhecido o mundo através da MTV. Vou ajudar: que tal “Tchubaruba”, assim nem você e nem ninguém vai entender o que você quer dizer com isto.
Esqueci: é claro, se você for filha de um engenheiro e de uma paisagista endinheirados, vai ajudar um pouco. Ah, se vai.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

The Cure - 4:13 Dream (2008)


Antes de sair o novo álbum, o The Cure já tinha lançado algumas das músicas em singles, como também chegaram a tocar o álbum na íntegra em um show de graça em Roma. Agora, desde outubro temos oficialmente o 13º disco do The Cure – 4:13 Dream. Trabalho este, bem superior ao anterior The Cure 2004.
A abertura, vem com Underneath the Stars que nos remete às músicas do Disintegration, com seu ritmo arrastado e melancólico. Já o single Only One, é àquelas pops songs que Mr. Smith sempre soube fazer muito bem; por isto, muitos criticaram o disco dizendo que estão usando fórmulas de sucesso que sempre funcionaram bem como em Friday I´m in Love e Just Like Heaven. Mas se observamos melhor a carreira da banda, veremos que eles sempre tiveram um lado bem pop (The Head on the Door) e um lado experimental e sombrio (Faith e Pornography). Fã nenhum pode dizer “não” a canções graciosas como Sirensongs e Reasons Why.
Originalmente Robert Smith pensava em lançar um álbum duplo, pois já tinham na bagagem, 33 músicas gravadas para 4:13 Dream. Mas como comentou Smith em entrevista “Há algumas músicas de sete minutos com levada bem lenta, e outras bastante agitadas. Uma voz está dizendo: ‘Lance o CD mais estupidamente comercial e leve as pessoas a voltarem a curtir The Cure’. Há uma outra voz dizendo: ‘Que se foda, vamos lançar a maldição e a escuridão”. Provavelmente ele optou pelos dois caminhos.



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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Idlewind - Everything But the Girl (1988)


O Everything But The Girl ficaram realmente famosos com a música Missing em seu álbum Walking Wounded de 1996, fazendo um som dance na base do drum´n´bass. Ganharam novos tipos de fãs (muitos desconheciam as fases anteriores), mas não assustaram muito os fãs antigos, pois é uma dupla que já passou por vários estilos. Começaram com a new bossa (inglesa) no LP Eden (84), fresh-pop-country em Love Not Money (85), jazz em The Language of Life (89) e belas guitarras quase anorak em Idlewind (88).
Idlewind é de uma beleza rara, Tracey Thorn e Bem Watt estavam inspirados no ano de 1988, afastaram do new bossa para fretar com o pop que se fazia na época. Claro que ainda encontraremos vestígios dos discos anteriores como em love is here where i live. Canções irresistíveis como Oxford street, i was always your girl e lonesome for a place i know são momentos marcantes, enquanto the night i heard caruso sing (cantada por Ben) e apron strings são as melhores baladas feitas pelo duo.



Link para download
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Isobel Campbell & Mark Lanegan – Ballad of the Broken Seas (2006)


É uma combinação estranha: Isobel era integrante do Belle & Sebastian, Mark Lanegan ex-Screaming Trees e ocasionalmente do Queens of the Stone Age, dois estilos totalmente diferentes. Poderia dar certo? Neste caso deu. Ballad of the Broken Seas é daqueles discos que cada vez que você escuta passa a gostar mais ainda. O folk e o blues arrastado toma contada da obra, as vozes dos dois vão se intercalando entre as faixas, ora se distanciam, ora se encontram em um belo duo. Isobel com aquela voz quase angelical, Mark com seu estilo sombrio e cavernoso à lá Tom Waits. Aqui, é a bela e a fera do estilo gothic metal versão indie!.
O disco abre com Deus ibi est, exótica e bela. Mas a coisa pega mesmo é em Black Mountain de uma beleza quase onírica. The false Husband parece Nick Cave com Kyle Minogue. A faixa título é um dos melhores momentos do álbum com suas vozes cercadas duma guitarra fúnebre e de violinos que em momentos formam uma quase-valsa. Ramblin´ man é um pastiche mal feito de Tom Waits, até o solo da guitarra parece com qualquer música do Rain Dogs de Waits. Mas o disco volta a crescer na instrumental It´s Hard to Kill a bad thing e segue majestosamente até a faixa final The Circus is Leaving Town
Ballad of the Broken Seas me surpreendeu. Dois artistas que vieram de mundos totalmente diferentes, Isobel de uma banda indie escocesa e Mark do grunge de Seattle se encontram e realizam uma obra deste nível, merece todo nosso respeito. A dupla já lançou outro trabalho Milk White Sheets, mas nada supera a surpresa inicial de Ballad of the Broken Seas. Nota 10!



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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Death Or Glory - Roy Harper (1992)


Roy Harper nunca ficou famoso, muito menos no Brasil, embora, muitos conhecem sua voz na música Have a Cigar do álbum Wish You Were Here do Pink Floyd de 1975. E ficou imortalizado no Led Zeppelin III em Hats off to (Roy) Harper. Aliás, ele sempre foi muito amigo de Jimmy Page, e em alguns discos o Led Zeppelin em peso participava. Além de ter recebido colaborações de Paul Mccartney e Keith Moon. Contudo, Roy Harper permanece no anonimato.
Roy Harper é um cantor inglês de folk-rock que vem desde os anos 60, lançando modestamente seus belos álbuns, como toda longa carreira, teve seus altos e baixos. Este disco que é de 1992, que considero um dos mais legais. Death Or Glory fala de perdas, tema que sempre me atraiu. Aqui, o cantor trata da perda de sua esposa, abruptamente deixou-o em 1992, em um profundo desespero. O álbum foi concebido após o ocorrido, restando-lhe expressar toda sua dor em um novo disco.
A arte da capa é herdeira direta de John Lennon/Plastic ONO Band. Conta-se que Roy cortou algumas canções que entraria no álbum porque estaria ficando muito melancólico. Há uma homenagem a Chico Mendes em Man King, que carrega uma beleza à altura de Chico. Miles remains a homenagem vai para Miles Davis. Evening Star foi escrita para a filha de Robert Plant . Mas a maioria do álbum é muito refletivo e sombria, incluindo partes faladas bizarras como em If I Can que fecha o álbum.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Keane - Perfect Symmetry (2008)


Tenhos boas notícias: a banda Keane desistiu de ser o Coldplay, agora eles querem ser o The Killers, e não é à toa que trabalharam com o mesmo produtor do The Killers. O que ouvimos agora é camadas e mais camadas de teclados no melhor estilo retrô anos 80, com forte influência de Duran Duran, A-Ha e David Bowie fase Scary Monster e Let´s Dance. A melancólica característica dos discos anteriores é deixada de lado um pouco e partem para um clima mais dançante. As faixas que saem do clima anos 80 do disco, são Perfect Symmetry, Black Burning Heart, You Don´t See Me e Love Is the end, portanto o som não foi tão descaracterizado assim. Mas que assusta um pouco, assusta.
Perfect Symmetry, é o terceiro da carreira da banda, procedido pelo belíssimo e melancólico Hopes and Fears (2004) e Under the Iron Sea (2006). É natural que uma banda mude com o tempo, mas não vamos dizer que isto é um disco experimental como tenho lido por aí; fazer disco retrô não é experimentalismo, a não ser que você pegue algo do passado e transforme em algo novo - e não é isto que vemos aqui. O que vemos é uma banda se apossando do som pop dos anos 80 e incorporando ao seu. O pior é que gostei do disco. Agora, vamos apostar em quem o Keane vai querer ser amanhã.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Atlantic Crossing - Rod Stewart (1975)


Rod Stewart, hoje, é mais um intérprete de standards da música norte-americana do que o velho roqueiro que em seus primórdios rivalizou como vocalista da banda de Jeff Beck Group, o posto dos “inventores” do heavy metal junto com o Led Zeppelin, ou quando era apenas o cantor do The Faces, com seu amigo Ron Wood, ao mesmo tempo em que elaborava sua carreira solo com excelentes discos até meados dos anos 70. Este cantor beberrão, nasceu em família típica da classe trabalhadora londrina, ele se virou como pôde na adolescência: foi jornaleiro, coveiro, ergueu cercas e até jogou futebol. Mas o negócio do rapaz era mesmo a música. A pergunta que fica é: estamos falando do mesmo sujeito que vemos hoje, impecavelmente vestido, tocando com big band, fazendo dueto até com o pagodeiro Alexandre Pires. Sim, é ele mesmo: Roderick David Stewart, o Rod Stewart como é mais conhecido, o cantor e compositor britânico, com ascendência escocesa.
Tudo isso teve um começou, e pode-se dizer que começou em 1975 com Atlantic Crossing. Nele foi o começo da lenta direção musical do rock para o pop. Rod dividiu o vinil de um lado com seus rocks e o outro (lado b) com baladas, incluindo um de seus maiores sucessos Sailling. É nele que encontra-se outro grande sucesso em sua voz I Don´t Want to Talk about it, da banda Crazy Horse, que acompanha até hoje Neil Young.
Atlantic Crossing foi o divisor de águas em sua carreira, um novo tipo de público a partir daí seria conquistado, um público constituído principalmente de mulheres. Rod atravessou o Atlântico para fazer fortuna e conquistar a América e fazer muito sucesso e fez.
Sempre irei associar Rod Stewart à minha infância, quando era criança via os jovens da época carregando o vinil de Atlantic Crossing e eu sonhava em ter um. Mas tocava Sailing e outros sucessos dele no rádio, e eu ficava muito feliz também quando passava seus vídeos no programa de rock da Rede Bandeirantes, “Transversal”, aos sábados. A identificação com o músico foi imediata, Rod esbanjava um feeling que até então, eu não tinha visto em nenhum outro cantor, muito mais que Robert Plant, Paul Rogers ou Mick Jagger.

domingo, 26 de outubro de 2008

The Gossip – rock para gordinhas?


Se você está cansado de ver “roqueiras” como Pink e outras similares que entre biquinhos, silicones e bundas avantajadas reforçam sua permanência na mídia. Portanto, tenho algo para você – The Gossip. Banda norte-americana, formada por Beth Ditto (Vocal), Hannah Blilie (bateria) e Brace Paine (guitarra e baixo) que existe desde 2001, vêm chamando atenção pela atitude de sua vocalista, um ícone de moda que redefiniu as curvas – posou para a capa da revista Diva com a chamada “Punk Will Never Diet” (Punk nunca vai entrar em dieta) – e militante gay.
“Nós somos feministas, artistas, djs e escritores. Estamos interessados em mudanças, moda, arte, dança e cinema”, explica o The Gossip. Beth costuma apresentar ao vivo com microssaias, minivestidos sem nenhuma vergonha de mostrar suas gordurinhas. E a platéia? Simplesmente enlouquecem com a performance da moça. Além de vermos uma quantidade enorme de clones aos gritos na platéia. O som é indie-rock que lembra levemente outra banda a qual também tem uma vocalista gordinha e carismática, The Bell Rays.





Discografia:
That´s Not What Heard (2001)
Movement (2003)
Standing in the Way of Control (2006)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

British Steel - Judas Priest (1980)


Enquanto a maioria dos headbangers consideram o álbum Screaming for Vengeance como o melhor do Judas Priest; eu sem pensar duas vezes, considero British Steel seu melhor e insuperável trabalho. Tudo bem que em Screaming... encontra-se o clássico Eletric Eye, porém, British Steel não só é um divisor de águas da carreira da banda como também no próprio heavy metal. Clássicos como Breaking the Law e Living After Midnight (quase pop), riffs matadores de Metal Gods e Grinder e o grande finale de Steeler moldaram o metal dos anos 80.
Apesar do grande poder criativo da banda, a produção de Tom Allom destaca-se. Allom não só registrou os vocais potentes de Halford e o instrumental forte do Priest como criou alguns efeitos. Incrementar uma música com samples ou efeitos é algo fácil hoje em dia (não existia sample na época), mas o que Tom Allom fez naquelas gravações na casa de Ringo Starr (ele mesmo), onde ficava o estúdio, não foi tão simples. Uma das proezas, por exemplo, foi pegar os talheres da cozinha e colocá-los em cima de uma bandeja para que Halford depois ficasse movimentando-a para cima e para baixo, e capturar o som, criando o efeito grandioso de Metal Gods. No DVD da série Classic Albums a banda conta detalhes da produção deste clássico do Heavy Metal.

Curiosidades:
- O nome Judas Priest foi tirado de uma música do álbum John Wesley Harding (1968) de Bob Dylan – The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest
- Rob Harlford já teve contatos com OVNI´S, além de acreditar que é o único cantor gay de heavy meta do planeta.
- Rob harlford entrou na banda por indicação da namorada (atual esposa) do baixista Ian Hil, que era sua irmã. Portanto, Ian Hill é cunhado de Rob.
- O Judas Priest foi a primeira banda de metal a utilizar o visual “motoqueiros com roupas de couro”, que mais tarde se tornou sinônimo do gênero musical.



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domingo, 19 de outubro de 2008

The Moody Blues - In Search of the Lost Chord (68)


Uma vez minha namorada me perguntou qual instrumento que eu mais gostava, e eu disse que era o Mellotron. Realmente adoro o som etérico e meio místico que ele nos proporciona. Este é um dos motivos de eu gostar da música do fim dos anos 60, porque muitas bandas abusavam do mellotron.
Depois do Tangerine Dream, a banda The Moody Blues foi a que mais abusou do Mellotron (instrumento de teclado que tem em seu interior um verdadeiro arquivo de sons gravados em fita, sendo que cada tecla comanda uma fita com uma nota musical, gravada, por exemplo, de um violino), além de serem pioneiros no uso deste instrumento, logo após a sua invenção em 1967. Esta banda de Birmingham, Inglaterra, fora isso chegara a elaborar muitos discos acompanhados por orquestra. Vale ressaltar que antes deles, muitos grupos já utilizavam recursos orquestrais, principalmente os Beatles. Entrementes, nenhum havia chegado a lançar uma obra que trouxesse na capa algo como: Fulano de Tal e a Orquestra Sinfônica da Mesopotâmia, regida por Beltrano. Refiro-me ao seu “primeiro” disco Days of Future Passed (1967).
In Search of the Lost Chord foi lançado em 1968, é nele que encontra-se a música Legendo of a mind, a qual cita o “guru dos alucinógenos” Timothy Leary, que muitos hippies saiam cantando por ai, e fazia o Dr. Leary odiar a canção. O disco segue bem o estilo psicodélico da época, só com aquele primor que só os ingleses sabem fazer. A música Visions of Paradise, ao lado de Andmoreagain do Love, é uma das baladas psicodélicas mais lindas que já ouvi. Ride My See-Saw tem aquele solo pra lá de psicodélico e OM já diz tudo pelo título.
Fiquei aí com a linda música Nights in White Satin, um dos maiores sucessos deles.



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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol - Zé Ramalho e Lula Côrtes (1974)


Há tempos que venho ouvindo a juventude da década de 90 para cá, chamar Zé Ramalho de tiozão e outros adjetivos depreciativos. Eu tenho consciência que Zé Ramalho não é mais o mesmo e, hoje, não passa de um pastiche do que ele foi no passado. A mídia também tem sua parcela de culpa, como quando ele esteve no Jô Soares, que quando o assunto era o seu passado, resumiam-se a conversa à época em que ele foi “garoto de programa” no Rio de Janeiro. Lamentável. Nunca era citado suas bandas antigas: Os Quatro Loucos e The Gentlemen nos idos dos anos 60.
Antes de Zé Ramalho ficar famoso com seu Avôhai em 1978, cometeu junto de Lula Côrtes a mais ambiciosa e fantástica incursão psicodélica da música brasileira – o LP Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol em 1974. O álbum duplo trazia seus quatro lados dedicados aos elementos "água, terra, fogo e ar". Nesse clima, rolam canções como o medley "Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias", com seus 13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais "árabes", ou a curta e ultra-psicodélica "Raga dos Raios", com uma fuzz-guitar ensandecida. Em Água cantos africanos, louvações à Iemanjá, com fundo sonoro de água corrente.
O LP é todo baseado na “Pedra de Ingá” situada no município de Ingá no interior da Paraíba. Além de ser um dos mais belos e até pode ser nomeado intrigante e interessante. Trata-se de um conjunto de pedras, onde há inscrições, cujas traduções são desconhecidas. Têm sido apontadas diversas origens, e há quem defenda origem extraterrestre.
Nessas pedras estão esculpidas várias figuras diversas, representando animais, frutas, humanos, constelações e até a Via Láctea.
A produção do álbum acabou sendo também um achado arqueológico, pois, ele naufragou na enchente que submergiu Recife, em 1975. A prensagem que era de 1.300 cópias, mil delas, literalmente, foram por água abaixo. O restante, estão em mãos de poucos, e está atualmente avaliada em mais de R$ 4 mil a únidade. É o álbum mais caro da música brasileira. Desbanca o disco Louco por Você o primeiro registro de Roberto Carlos, avaliado na metado do preço do Paêbirú.
Dizem que onde está a Pedra de Ingá, havia um caminho, que partia de São Tomé das Letras e conduzia até Machu Picchu no Peru. Se é verdade, não sei... mas como conta um músico que trabalhou no disco, Zé da Flauta, com aquela turma que gravou o LP – que envolvem mais de 20 pessoas nas gravações, entre eles Alceu Valença –, era um pessoal muito maluco, moravam na Casa de Beribere, um templo da liberdade e da contracultura, onde-se fumava muita maconha e até ingeriam cogumelos e rolavam as tais viagens. E no meio disto tudo: Zé Ramalho, um rapaz muito louco, bem distante da imagem que se tem dele hoje, de tiozão.

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domingo, 12 de outubro de 2008

Neil Young - Unreleased Chrome Dreams 1976 - (Bootleg)


Neil Young estava em alta criatividade em 1975. No final do verão, Zuma tinha sido finalizado, mas ainda não registrado em disco. Assim, Neil continuou gravando novas canções. Algumas foram gravados solo e outras com o Crazy Horse. Muitas destas canções permaneceram desconhecidas do grande público, até que mais tarde ele registrou oficialmente algumas destes futuros clássicos como Like a Hurricane, Powederfinger, Sedan Delivery, e Pocahontas.
Muitos títulos das canções são familiares para nós, mas as versões vão surpreender. É comum Neil fazer versões acústicas para músicas originalmente elétricas, mas aqui vemos o contrário, como acontece com Peace of Mind que ganha uma interessante roupagem elétrica. Powderfinger acústica, eu nunca tinha ouvido na vida. Grata surpresa!
Algumas músicas são semelhantes às versões originais como Like a Hurricane (que música!), a amarga Will to Love e Look Out For My Love
Mas parece que ninguém conhecia No One Seems To Know – infelizmente o som é ruim – uma boa canção ao piano que permanece não registrada oficialmente até hoje. Give Me Strenght é um achado, era para ser de um álbum que chamaria Star Of Bethlehem, permanece um clássico perdido. Champaigner (lindíssima) é outra não oficial, embora saiu uma versão diferente em Decade; aqui é sua versão original.
Espera aí, este é um disco de maioria de sobras de Neil Young? Meu Deus! Até as sobras do cara são maravilhosas. Nota 10!

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Viloet Journey - Orianthi


O blues rock é um estilo dentro do rock que poucos artistas jovens têm se arriscado, tirando exceções como Johnny Lang, o que ainda vemos são os velhos bluseiros como Eric Clapton, J.J. Cale, B. B. King e Buddy Guy mantendo vivo o velho blues.
Mas agora, temos uma bela jovem loira chamada Orianthi, embora não é apenas o blues que ela toca, indo também do pop às baladas açucaradas.
Aos 21 anos essa prodigiosa guitarrista lançou seu álbum debut em 2006 Violet Journey. Nascida em Adelaide, Austrália,Orianthi começou tocar violão aos seis anos de idade, e tem acumulado uma impressionante lista de créditos. Ela abriu shows para Steve Vai em sua cidade natal, quando tinha apenas 14 anos, e aos 17 para o ZZ Top.
Conheceu Carlos Santana quando tinha 18, foi quando as portas realmente começaram a se abrir para ela. Aliás, seu estilo de tocar guitarra é fortemente influenciado por Santana. Basta ouvir Lights of Manos e perceberá de cara aquele estilo carimbeiro. Só não gostei de He's Gone que parece R&B com guitarra, mas que a moça toca bem, isto é verdade.



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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Heavy Metal


Hoje, fui ver o programa do SBT “Astros” porque tinham anunciado uma banda de “Heavy Metal” e fui conferir. Lá, estavam os caras da banda, não me lembro o nome, era um tal de Black alguma coisa e tocaram uma música deles chamada “Fúria”, praticavam um crossover legal. O que me emocionou foi ver o Miranda sacudindo a cabeça ao ver a banda tocar. Eu já sabia que ele curtia um metal. Foi meio hilário vê-lo com aquela aparência e ser tão jovem.
Eu sempre curti este estilo de rock, desde moleque mesmo, peguei o heavy metal ainda nos anos 70, quando o este tipo de música ainda não tinha despreendido totalmente do blues, andava lado-a-lado com o hard rock e acompanhavamos bandas como Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Bem no fim dos anos 70, o heavy metal fortaleceu com o "NWOBHM" (New Wave of British Heavy Metal) trazendo os iniciantes Iron Maiden, Saxon e Anvil. Era os anos 80, um bom período para o estilo que também foi uma década que deu início ao Black Metal e o hardcore uniu-se ao Metal e originou-se o Trash Metal. Nesta mesma época tivemos o Hair Metal ou Glam Metal, que muitos chamavam de “metal farofa” praticadas por bandas como Twisted Sister e Ratt.
Já nos anos 90 o metal se diversificou ainda mais com o Gothic Metal, Black Metal sinfônico e melódico, Death Metal, Grincore e outros estilos menos famosos. O Brasil não fica para trás, pois desde 80 o país é destaque com Sepultura, Sarcófago, Korzus e mais recentemente Krisiun, Shaman e Angra.
Sempre que digo que curto Heavy Metal as pessoas me olham com “olho torto”, como se dissessem: “que isto cara!” Já até ouvi uns desinformados dizendo que o heavy metal já era. Mal sabem eles, que a última vez que Ozzy Osbourne e Iron Maiden estiveram no Brasil, bateram recorde de público, Ozzy levou 38 mil pessoas e o Iron Maiden 37 mil pessoas em São Paulo. É mole? Mas estas informações, você não verá em um Fantástico ou Faustão da vida; eles estão mais preocupados em falar das Britneys instantâneas e “rainhas do pop”.
O Heavy Metal continua firme e forte, é só ouvir os novos trabalhos do Battlelord e do Krisiun e irá entender o poder de destruição.
Quero viver muito mais do que Miranda e sacudir minha cabeça e tocar minha guitarra imaginária, que nem neste vídeo do Korzus no programa “Código MTV”. Do caralho!!!

domingo, 5 de outubro de 2008

Neil Young: O Último Rebelde do Rock


Lembro que um destes Hollywood Rock que teve aqui no Brasil, Neil Young foi convidado a participar. Quando o velho bardo soube que era para um evento de uma multinacional, ele negou, como negou também tocar no Free Jazz. Ele deixou bem claro que não iria tocar aquelas canções com uma marca de cigarro o patrocinando. E vemos estas bandas ditas “rebeldes” que dizem serem contra o status quo e ao mesmo tempo se vendem por pouco. Muita gente à época achou isto estrelismo, mas para mim isto é a verdadeira rebeldia.
Estas coisas só fazem gostarmos ainda mais dele. Recentemente um cientista batizou uma nova espécie de aranha com o nome de Neil Young, Myrmekiaphila neilyoungi. Escolhi Young porque gosto muito de sua música e o admiro e respeito pela militância a favor da paz e da justiça”, justifica o biólogo da JasonBond, da Universidade de East Carolina, Estados Unidos.
Neil, filho de uma família classe média de Toronto - o pai, um conhecido repórter esportivo -, cresceu em Winnipeg, também no Canadá, depois do divórcio dos pais. No início dos anos 60, formado no ginásio - e em bandas de garagem -, ele voltou a Toronto e integrou-se ao circuito de bares folk que, à semelhança do Village em Nova York, atraíam e alimentavam novos talentos (como os do grupo que mais tarde se chamaria The Band e tocaria com Bob Dylan). Nesse circuito, ele conheceu Stephen Stills, Richie Furay e a também cantora canadense Joni Mitchell, e compôs uma das canções pela qual seria sempre conhecido, "Sugar Mountain".
Em 66, aos 21 anos, intuindo que as possibilidades canadenses de sua vida tinham se esgotado, Young pôs ruma a estrada, direto para a Califórnia, trazendo o baixista Bruce Palmer no banco de carona. Conta-se a lenda que ele conheceu Stephen Stills e Richie Fury no caminho. Tudo teria sido muito diferente se Young tivesse se deixado ficar em São Francisco onde, em 66, Timothy Leary e Ken Kesey distribuíram ácido lisérgico de graça, com o Grateful Dead e o Jefferson Airplane fazendo a trilha sonora.
Seu primeiro trabalho é com uma das bandas seminais do "som de Los Angeles": o Buffalo Springfield de Stephen Stills e Richie Furay. Embora Young escreva boa parte do repertório da banda - "Mr. Soul", "I Am A Child", "Broken Arrow" -, sua voz esgarçada e sua guitarra psicótica estão sempre em segundo plano, na ordem soft das coisas preconizada por Stephen Stills.
Era muito difícil chegar a algum consenso tendo três compositores (e egos) tão antagônicos como Young, Stills e Furay numa mesma banda. Stills foi se juntar a David Crosby dos The Byrds e Graham Nash dos The Hollies no Crosby, Stills and Nash , Furray montou o Poco e Neil Young seguiu carreira solo.Com ajuda do sucesso do Bufallo Springfield, não foi difícil para Young conseguir um contrato com a Reprise Records, iniciando uma duradoura colaboração que durou mais de dez anos.
A produção de Young na virada dos 60 para os 70 é exemplar das múltiplas faces de L.A., de sua capacidade simultânea para a anestesia e para a dor. Young alterna sua participação no CSNY - onde sua voz sempre soa quase alienígena, descosturando o bordado harmônico delicado dos outros três - com álbuns individuais de extrema doçura (e previsibilidade) folk (After The Gold Rush, Haruest) ou pesadas reflexões sobre drogas, alienação, apatia e loucura - Tonights The Night, On The Beach , Zuma.
Depois de por uma fase “punk” na qual tocou com o pessoal do Devo. Daí nasceu a inspiração para dois álbuns de lançamento praticamente simultâneo, Rust Never Sleeps e Live Rust, um filme-concerto e uma excursão, projetos que num todo, abordavam a transitoriedade do estrelato na cena rock. Destes, Rust Never Sleeps mostrou-se magistral, trespassado por guitarras saturadas, letras mordazes - é dele o mote "antes queimar do que enferrujar" - e um punhado de canções em sintonia com a urgência daqueles tempos.
Durante os anos 80, Young continuou fazendo jus à fama de imprevisível, ao registrar uma série de LPs - Trans, Everybody´s Rockin, Old Ways, Life etc - em que se exercitava em estilos tão diversos quanto o rockabilly, o jazz das big-bands e a música eletrônica. Nesta época ele foi acusado pela gravadora Geffen de “não ser ele mesmo”, portanto, foi expulso da gravadora.
Na década de 90, após o excelente álbum Freedom, Neil Young é “descoberto” pela cena Grunge, bandas como Nirvana, Sonic Youth e Perl Jarm – que chegaram a gravar um álbum com ele, Mirroball, - foi chamado de “vovó do grunge e gravou zoeiras como “Ragged Glory” e o ao vivo Weld. Logo depois, cansado de fazer barulho volta ao estilo folk com Harvest Moon, e a tão esperada seqüencia de Harvest de 72.
Neil Young entrou no novo século com sua variedade de estilos, ora elétrico, ora acústico, como o ignorado Are You Passionate e o belíssimo Silver And Gold, dedicado a Pegi, com quem o canadense é casado há 21 anos, o disco exalta, a partir de simples e gentis canções acústicas, a beatitude proporcionada pela vida doméstico-familiar rancheira.
Em 2005, o cantor sofreu uma intervenção cirúrgica no cérebro, em decorrência de um aneurisma. Antes da cirurgia ele correu para o estúdio e registrou oito músicas, pensando que seria seu adeus artístico. Muitos fãs pensaram que o perderia, mas a operação foi um sucesso e ele grava Prairie Wind, embora longe de ser uma obra-prima contém uma de suas mais belas baladas, It´s A Dream.
Neil Young continua sua trajetória e promete um novo disco para 2008, recentemente tocou no Rock in Rio em Lisboa, fazendo até cover dos Beatles “A da yin the Life”. Para quem achou que ia morrer em 2005, continua muito bem. Vida longa, ao velho mestre!

domingo, 21 de setembro de 2008

Duffy - Rockferry (2008)


Já falei aqui da Amy Winehouse, agora é a vez da Duffy e logo falarei da Estelle. Duffy é galesa e também canta soul music, porém, é menos eclética que Amy, limitando-se ao soul e ao pop. Duffy dentre estas novas cantoras do Reino Unido, é a que mais tem cara de anos 60; a comparação com Dusty Springfield é justificável, – até parece um pouco com ela. Muitos críticos dizem que ela é a Dusty Springfield dos anos 00. Fica difícil discordar quando se escuta, por exemplo, canções como “Distant Dreamer”.
Seu debut foi produzido por Bernard Butler do Suede, que é co-autor de algumas das faixas. A moça canta muito, tanto quanto às cantoras citadas acima. As letras das canções são mais para dor-de-cotovelo do que as da Amy e sem a alegria de uma Joss Stone.
Duffy não ficou tão conhecida na mídia nacional como a Amy Winehouse (será por devido aos escândalos?) mas na Inglaterra a história é outra. Na semana de lançamento de seu primeiro álbum, Duffy garantiu um feito que apenas 9 cantoras conseguiram em toda a história da Inglaterra: "Rockferry" foi o disco mais vendido e "Mercy" foi o single mais vendido e a música mais tocada nas rádios! "Mercy" já era 1ª nas rádios mesmo antes de o CD chegar às lojas: isso nunca tinha acontecido antes com uma cantora inglesa! Em apenas 6 semanas, "Rockferry" já vendeu mais de 1 milhão de cópias e atingiu o primeiro lugar em 11 países!
Bom, acho ela muito mais retrô do que a Amy, além de ser uma versão mais clean desta. Mas chega de comparar: o importante é nós, fãs de música, saímos ganhando com tantos talentos despontando por aí.



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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Richard Wright 1945-2008


Recentemente perdemos uma dos tecladistas mais importantes da música, Rick Wright do Pink Floyd. Rick foi um dos fundadores da banda, estava com 65 anos e sofria de câncer, faleceu segunda-feira, dia 15 de setembro. David Gilmour escreveu muito bem sobre seu velho amigo em seu site, entre vários comentários sobre o amigo, destaco quando ele diz: ““Na confusão de discussões sobre quem ou o quê era o Pink Floyd, a enorme contribuição de Rick era Freqüentemente esquecida”. Realmente, desde criança vejo a crítica destacando mais Gilmour e Roger Waters e até alguns como Valdir Montanari (autor do livro “Rock Progresso”) que deixava claro sua preferencia por Nick Mason (baterista). Verdade que o Pink Floyd não seria considerado uma das maiores bandas de todos os tempos se não tivesse excelentes músicas; mas Rick sempre ficou à merce dos outros.
Richard William Wright, nasceu em Londres, em 28 de julho de 1945. Seus pais, Bridie e Cedric Wright, tiveram mais duas filhas, Selina e Guinevere. Rick estudou até os 17 anos na Haberdashes School, quando se transferiu para a Regent Street School of Architeture. Ali conhece o baixista Roger Waters e o batera Nick Mason. Os três tocaram juntos por uns 6 meses, antes de formarem um grupo que se tornaria o Floyd, com a chegada de Syd, Nick já estava ao piano, o instrumento que um dia estudara só duas semanas na London College of Music. O resto foi aprendido mais por esforço próprio. Com a evolução do Floyd, Rick foi começando a usar outros teclados, sintetizadores e até a controlar os efeitos com fita. Em 78 ele lança seu primeiro álbum solo Wet Dream, que considero o melhor. O disco é bem tranquilo, como também ele foi.




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domingo, 7 de setembro de 2008

Blood, Sweat & Tears - Child Is Father to the Man (1968)



Qualquer pessoa que me conhece mais ou menos e colocar qualquer faixa deste álbum para ouvir vai dizer que este disco é a minha cara. E é mesmo! Tudo nele é lindo: a capa, às músicas, os belíssimos arranjos para órgão e metais; o cover de Morning Glory de Tim Buckeley, e tem até bossa nova em Without Her. Apenas a música Gypsy Eyes já vale a pena o álbum. Hoje ouvindo esta obra-prima, me dá uma saudade da minha infância, quando era pequenininho mesmo, com uns 4 anos de idade, Al Kooper e Blood, Sweat And Tears tocavam na rádio.
Al Kooper é um grande organista, basta ouvir o arranjo que ele fez para uma das canções mais famosas de Mr. Dylan, Like A Rolling Stones. Ele já era cantor aos 15 anos, virou músico de estúdio, e contribuiu em vários discos dos Rolling Stones. Mas Al Kooper sempre quis ter sua própria banda. E conseguiu, em 1967, quando junto com o guitarrista Steve Katz, abandonou o Blues Project com o objetivo de fundir um blues-rock selvagem ao jazz, sob a bandeira do Blood, Sweat and Tears. Kooper desistiu do grupo logo após lançar este debut. Partiu para a carreira solo e a banda continuou sem ele, e lançou alguns bons discos, mas nunca repetiria a beleza desta estréia.

Ouça como esta música parece Belle and Sebastian


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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Stay Hungry – Twisted Sister (84)


O que é isto? Hair Metal? Neo Glam? Apenas hard rock? Hevy metal? Ou um bando de posers? Para mim, pouco importante, sei que estou apenas diante de um clássico dos anos 80. Quem hoje tem mais de 30 deve-se lembrar bem dos vídeos de We´re Not Gonna Take it e I Wanna Rock que passava nos programas de videoclips durante todo o ano de 1984, e atualmente a MTV sempre inclui nos clássicos.
O que já se previa no disco anterior You Can´t Stop Rock´n´Roll (83) se culminou neste Stay Hungry, que marcou o maior sucesso da história da banda em termos de exposição. Era o auge da banda e com isto junto à boa exposição as críticas, principalmente das alas mais conservadoras da sociedade, que alegavam que o senso de humor da banda camuflava, justamente, cenas de violência e revolta. Independente disso, em 1985 Stay Hungry já havia vendido mais de dois milhões de cópias, coeficiente que não tardou a mudar para cinco.
Mas este marcante trabalho não pode ser resumido a apenas duas faixas. Em seu respeitável track list ainda encontramos destaques como a acelerada faixa-título, a pesada e agressiva Burn In Hell (tão sombria quanto qualquer coisa que o Venom fazia na época) e a incrível Horror-Teria (subdividida em Captain Howdy e Street Justice), a belíssima balada The Price e S.M.F., tradicional sigla da banda para “sick mother fucker”. Mas é só para destacar algumas, porque o disco é realmente filho-da-puta.



Link para o álbum:

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Amy Winehouse - Back to Black (2006)


Infelizmente, o que mais se encontra sobre Amy Winehouse na mídia é sobre os “escândalos”, a única coisa positiva que se fala dela é que é a “diva tatuada do soul” – como se ela fizesse apenas soul. Não me interessa escândalos, isto, eu deixo para os tablóides ingleses. Confesso que quando ouvi a Amy pela primeira vez, era a música Rehab, tocava o tempo todo na MTV, achei legal a voz da moça e ficou por isto mesmo. Até que, um dia ouvindo rádio (coisa rara que faço) tocou uma linda canção chamada Love Is a Losing Game, de cara reconheci a voz de Amy Winehouse. Depois vi um vídeo ao vivo To Know Him Is to Love Him e pronto: virei fã!
Amy Winehouse faz sucesso por misturar grupos femininos dos anos 60, Motown, e ska. Claro, estou falando de Back to Black, seu segundo álbum, porque o primeiro Frank, segue uma linha mais jazz e hip-hop, que era o que ela ouvia na época (2003), mas foi depois que conheceu seu marido, que Amy redescobriu o som dos anos 60. “tinha muita música dessa época nos cercando”, confirma a cantora.
Amy Winehouse nasceu em Southgate, Londres, numa família judia. Filha de um motorista de táxi, e uma farmacêutica, se separaram quando ela tinha 9 anos. Winehouse não aspirava ser cantora, queria ser uma garçonete sobre patins como aquelas do filme American Graffiti. Fez escola de Teatro, aos 12 anos, mas foi expulsa por causa de um piercing no nariz. Teve empregos bizarros e até de bico de jornalista. Neste interim cantava em uma banda de jazz. Um amigo a viu cantar, e percebendo de cara seu grande talento, resolveu ajudá-la a gravar umas demos até chegar à gravadora EMI. Logo gravaria Frank, lançado em 2003, ganhando disco de platina na Inglaterra, mas só foi com Back to Black que ela estorou no Brasil.
Acho que vivemos uma época boa para cantoras inglesas: jovens e com um vozeirão cantando R&B e soul como a Amy Winehouse, Duffy e Joss Stone. Fico até com dó de ver estas cantoras rebolativas de R&B americanas que têm bunda, seios (silicone) e sem muita voz.



Download:
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domingo, 24 de agosto de 2008

Filme: Moça com brinco de pérola


A história acontece em Delft, Holanda, 1665. O país vivia sua Idade do Ouro (devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época). A Holanda era uma nação de mercadores, agricultores e marinheiros, e a fé instituída pela Reforma era sua religião oficial. A inexistência da devoção a imagens nos cultos protestantes desvinculou a Arte da Igreja. Além disso, a ausência de uma cultura palaciana, propiciou o desenvolvimento de uma arte mais singela e de temáticas do cotidiano da classe média. As obras de artes passaram a ser compradas por colecionadores. Esta opulenta classe média holandesa encomendava quadros para decorar suas casas e o tamanho das pinturas teve que ser adequado à escala dessas habitações.
É neste cenário que discorre a história do filme Moça com Brinco de Pérola do diretor Peter Webber, baseado no romance da escritora Tracy Chevalier Moça com Brinco de Pérola, o filme conta a história de uma moça pobre, Griet (Scarlett Johansson), que vai trabalhar como empregada na casa do pintor Johannes Vermeer (Colin Firth), que hoje, é considerado o segundo pintor mais importante daquele período, o primeiro é Rembrandt (que é citado no filme). Lá, Griet tem que aguentar os ciúmes da mulher de Vermeer e a grande prole do casal (chegaram a ter 11 filhos), Dentre suas inúmeras funções está a de limpar e arrumar o estúdio, em meio a estas tarefas, Vermeer desenvolve uma paixão platônica pela moça. Com isto, Griet aos poucos vai passando de simples empregada para ajudante e protegida do pintor, enquanto a moça paralelamente desenvolve um romance com o filho do açougueiro. Griet era um misto de inocência e sensualidade que, portanto, mexeu com a libido do rude mecenas Pieter Van Ruijven (Tom Wilkinson), que encomendou um quadro da cobiçada empregada. Nisto Vermeer realiza sua obra mais bela, que é considerada a Mona Lisa holandesa – A Moça com Brinco de Pérola.

Johannes Vermeer
A pintura de Vermeer retratava a vida cotidiana (pintura de gênero) conferindo mistério e profundidade psicológica aos seus personagens. Por essa razão, ele é definido como o "pintor do silêncio", da quietude. Para aumentar suas rendas, ele mantinha uma taverna, o que talvez explique sua profunda compreensão do comportamento humano.
Muitos colocam sua obra dentro do Renascimento tardio, naquilo que se convencionou chamar de Maneirismo, termo de significado preconceituoso e sarcástico - a palavra maneirismo, deriva da italiana maniera que significa expressividade forçada. O Maneirismo teve início em 1520, quando o renascimento entrou em declínio; foi uma época marcada por movimentos religiosos e em muitos países, pela consolidação do absolutismo.
Jan Vermeer morreu aos 43 anos, pobre e endividado, em Delft, Holanda, onde passou toda à sua vida. Atribui-se a sua autoria menos de 35 pinturas, que não puderam ser datadas com segurança até hoje

Direção: Peter Webber Ano: 2003 País: Luxemburgo, Estados Unidos, Inglaterra Gênero: Drama Duração: 100 min. / cor Título Original: Girl with a Pearl Earring
Elenco: Colin Firth, Scarlett Johansson, Judy Parfitt, Tom Wilkinson, Cillian Murphy, Essie Davis, Joanna Scanlan, Alakina Mann, Chris McHallem, Gabrielle Reidy

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

José González - In Our Nature (2007)


Sueco, filho de argentinos, José González conta que cresceu escutando música latina e brasileira. Artistas como Sílvio Rodriguez, Chico Buarque e João Gilberto. Aprendeu os primeiros acordes tirando canções dos Beatles e clássicos da bossa nova e, depois, dedicou-se ao violão clássico e teve bandas de rock. Em 2003, gravou o excelente álbum Venner, que levou-o ao 7º lugar das paradas inglesas, foi disco de ouro na Suécia, teve uma das músicas como trilha de um comercial de televisores e outra embalando o episódio de encerramento da segunda temporada do seriado The O.C.
In Our Nature é seu segundo trabalho, que mantém o mesmo estilo do anterior: violão e voz e com alguma percussão, e aquele estilo de tocar muito semelhante ao inglês Nick Drake, isto é ruim? Não. Não é qualquer um que consegue tocar um violão tão bonito quanto o de Nick Drake.
O indie-folk de José González não tem nada de sueco, mas muito de João Gilberto e o já citado Nick Drake. Imagina, misturar João Gilberto com Nick Drake! Sinceramente, eu apaixonei pela música do sujeito; é aquelas músicas que quando você se assusta, já está acompanhando com os pés a batida latina de seu violão. O álbum só tem um defeito: é muito curto.
Obs: ouça a versão que ele fez para Love Will Tear Us Apart do Joy Division


Link para cd
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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Regina Spektor - Begin to Hope (2006)


Compositora, cantora e pianista, Regina nasceu em Moscou, aos 9 anos de idade, saiu da Rússia com sua família no período da Perestroika, indo para Nova Iorque. Desde de cedo esteve envolvida com música, sua mãe era professora de música e o pai, além de fotógrafo era violinista. Regina toca piano desde os seis anos de idade, portanto, não é à toa que fica nítido o domínio que ela tem no piano, desde os primeiros discos, que seguiam uma linha mais jazz de cabaré. Em Nova Iorque que seu leque musical se ampliou, conheceu a cena indie americana, foi trabalhar de garçonete e até ajudante de detetive e, conheceu e ficou amiga dos Strokes - Nick Valensi, guitarrista da banda, participa da faixa Better – enquanto ela vendia por conta própria cópias de seus discos lançados anonimamente. E foi através destas cópias, que um dia, uma chegou às mãos de Gordon Raphael, produtor do Strokes, assim sua carreira pôde deslanchar. Foi com este Begin to Hope, lançado em 2006, que a ruiva ficou conhecida, talvez porque também, sua música ganhou um direcionamento mais pop, embora o anterior Soviet Kitsch já tinha vestígio deste direcionamento. Em Begin to Hope traz grandes sucessos como Fidelity e Better, como também a curiosa Après Moi, onde insere versos de autor Boris Pasternak, na sua língua materna, o russo; além do rock bem ao estilo indie de That Time e a belíssima canção Field Below. Regina também é um tipo bem diferente em relação as cantoras de sua geração: não bebe, não fuma e não freqüenta clínicas de reabilitação.
Muitos críticos comparam Regina Spektor a Toris Amos, nisto posso até concordar um pouco, mas comparar a Bjork, sinceramente, passa longe.
Curiosidade: Quem viu o filme da continuação dos “Contos de Nárnia”, o “Príncipe Caspian”, saiba que a música que finaliza o filme, “The Call” é cantado por ela. Por tanto, insiro o video abaixo:


Link para o álbum:
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Botinada (2006)


Idealizado por Gastão Moreira depois de ter chamado o Clemente (Inocentes e Restos de Nada) para trabalhar no Musikaos, da TV Cultura, em que este vivia contando sobre o movimento punk no Brasil. A partir daí Gastão foi engendrando a idéia de fazer um documentário sobre o movimento punk, que demorou quatro anos para ser finalizado. Segundo Gastão, isto foi porque sair por aí procurando o paradeiro dos punks daquela época não foi nada fácil. Além do problema de edição, pois, eram quase 70 horas de material bruto.
De qualquer forma, valeu a pena tanta dedicação. O documentário é um marco sobre o comportamento da juventude suburbana do início da década de 80 – o que seria do chamado “rock nacional” se não fosse os punks? O movimento é bem provável que tenha começado na Vila Carolina em São Paulo, de onde saiu as principais bandas. Como Clemente diz no comentário, que apesar da turma de Brasília (aqueles filhos de diplomatas) terem tido acesso primeiro dos discos de Ramones e Sex Pistols não faz de ninguém punk. Um dos grandes achados foi uma apresentação do Cólera na TV tupi, em 1980, que nunca tinha sido exibida por causa de um incêndio na emissora; imagens raras do Inocentes, a invasão da polícia no festival O Começo do Fim do Mundo, em 1982. Tudo isto é retratado e comentado com muito bom humor.
Rever bandas como Lixomania, Cólera, Olho Seco, Inocentes, Garotos Podres, os Replicantes é voltar àquela época e perceber melhor, à importância do movimento punk no país, e em plena Ditadura Militar.
Hoje, vejo esta molequeda com piercing e tatuagem em tudo que lugar do corpo, ouvindo estas bandas de “rock” de merda tentando de formas até ridículas de passar uma imagem de “contestadores”. Não, naquela época a coisa era real: as gangues, os choques com a polícia, o sistema tentando acabar com o movimento a todo custo. Os punks, em sua maioria, eram formados por filhos de trabalhadores em metalúrgicas, pedreiros, arruaceiros, desempregados, office-boys, gente sem muita perspectiva de vida. Um registro histórico, e uma fonte de pesquisa para esta e às futuras gerações.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Krautrock


Origem do termo: Na segunda guerra os americanos começam a criar apelidos para designar os aliados e inimigos, normalmente comparando-os (pejorativamente) com legumes, frutas, verduras, etc. Os alemães foram batizados com o termo "couve-flor". Demonstrando um senso de humor acima da média, Manuel Göttsching (guitarrista, integrante da banda alemã Ash Ra Tempel) criou o termo "Rock Couve-Flor" ou Krautrock para designar o estranho som que eles estavam fazendo no início dos anos 70 na Alemanha. Como uma das designações de couve-flor em alemão é Kraut, estava criado o termo Krautrock. Outra versão, relata que o termo krautrock (o legítimo "rock alemão") foi criado pelo tecladista Konrad Schnitzler para definir um novo tipo de "música rock", possuidor das características rítmicas e instrumentais básicas do Hard inglês e americano, mas dotado de características progressivas e inéditas até então. Essas características variavam desde climas "cósmicos" e "viajantes" executados pelos sintetizadores, até as mais inusitadas e esquizofrênicas experimentações sonoras, incluindo toda uma série de vocalizações (recitadas, sussurradas, gritadas, enlouquecidas...). (vê-se que a psicodélica estava muito presente na proposta desse movimento. No entanto, muito por causa do sucesso dessas bandas, o termo ganhou mais tarde um significado positivo sendo atualmente visto como um título de reconhecimento ao invés de insulto.
Enquanto os americanos pregavam o paz-e-amor e tinham nas melodias e nas viagens de guitarras os alicerces das mensagens, o som dos alemães nascia da culpabilidade do nazismo e do weltschmerz (as dores do mundo). Eles, filhos de nazistas, tinham que se livrar do câncer instalado em sua própria cultura - destroçada pela guerra e incapaz de ser reconstruída. Muito do Kraftrock venho da influência do surrealismo de Salvador Dali – o líder do Tangerine Dream, Edgar Froese foi seu aluno – queriam transferir a pintura surrealista para a música, basta ver a capas de alguns albuns como de Klaus Schulze, parecem pintura de sonhos. Para um introvertido intuitivo como eu, o Krautrock serviu de fundo para minhas viagens interior.
As bandas buscavam alianças com a música étnica, concretismo, atonalismo, minimalismo, serialismo, dodecafonismo, jazz e libertárias formas de som que escapassem do consumado. Essa música, que ora evoca os espaços siderais ora a sensação que se experimenta depois de se haver abusado ligeiramente do haxixe, foi concebida sob a batuta do Tangerine Dream, do Popol Vuh e de Klaus Schulze. Vale informar que o tecladista Irmin Schmidt e o baixista Holger Czukay, ambos do Can, foram alunos de Karlheinz Stockhausen, compositor alemão que já fazia experimentos com a eletrônica e que imprimia às suas criações um certo misticismo. Algumas dessas bandas, como Kraftwerk, Faust e Can utilizaram a eletrônica de maneira mais agressiva, prefigurando a "música industrial".
Eu já havia citado algumas bandas de Krautrock, como Tangerine Dream, Kraftwerk , mas estas com o passar dos anos mudaram a direção musical, servindo-se para abrirem portas para outros estilos musicais como New Age (Tangerine Dream) e Techonopop (Krafwerk), e teve aquelas que manteve mais “fidelidade” com o Krautrock como Amon Duul (talvez o maior exemplo deste tipo de música) e o Ash Ra Tempel. Embora o movimento acabou na década de 70, influenciaram muito bandas dos anos 80 como o dadaismo musical do Einstürzende Neubauten, Stereolab (chuparam tudo do Neu!) e as experiencias sônicas do Sonic Youth.

Conny Plank (1940-1987)
Outro dia a MTV (mais uma vez) mostrou os 10 melhores produtores de todos os tempos e o Conny Plank nem sequer foi citado, preferindo alguns produtores de rap (aí tem). Sinceramente fiquei desepcionado. Um dos maiores e melhores produtores e engenheiros de som de todos os tempos; ele ajudou a desenvolver o Krautrock, um dos primeiros técnicos a desenvolver gravações avançadas em gravadores multi-canais, um dos primeiros produtores europeu que trabalhou com Techno, via David Bowe e Brian Eno, influenciou quase toda uma geração da New Wave, incluindo o Devo que tem o seu primeiro álbum produzido pelo Eno no estúdio do Conny Plank em Cologne na Alemanha.
Plank começou sua carreira como técnico de som da beldade alemã Marlene Dietrich e desde o começo sempre acreditou nas possibilidades da musica eletronica e do som ambiente, usando materiais do dia- a- dia nas suas produções e objetos industrias como percussão; no seu Conny's Studio, produziu simplesmente os melhores trabalhos do Kraftwerk (os dois primeiros discos e o Autobhan), todos os discos do Neu!, Triunvirat, Guru Guru, trabalhou com Brian Eno nos seus discos mais experimentais, inclusive no "Music For Airports", Holger Czukay do Can, fora mais um monte de gente de peso que se influenciou pelo trabalho do MR. Plank como David Bowie e Steve Lillywhite. Além do mais, o cara colocava qualquer doidão no estudio para gravar. Até Scorpions no começo de carreira gravou com ele.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

As Origens da Música Eletrônica


Ano passado, um grupo de alunos do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, fizeram um trabalho sobre música eletrônica. Curioso e ansioso fui assistir à apresentação com a espectativa de ver – pelo menos citarem – meus colegas falarem dos primórdios da música eletrônica, em que nomes como Klaus Schulze, Neu!, Kraftwerk, Silver Apple, Terry Riley etc. Nada disto, falaram de Djs – como se este tipo de música tivesse sido inventado por eles – Drum and bass, dancehall, house, techno e trance. Tudo bem, isto foi a evolução natural que ocorreu a partir de meados dos anos 80. Mas a origem mesmo da música eletrônica veio da geração concretista de Stockhausen e Terry Riley – nem sequer citados. Ficaram falando mesmo é sobre as raves, a diferença de ritmos, como por exemplo, entre jungle e drum and bass. Mesmo que quisessem dar um de moderninhos, foram infelizes nisto; pois poderiam falar de sons mais modernos como downtempo ou drum n bossa.Pensei: que pesquisa é esta que esta garotada fez? O que eles entendem por música eletrônica? Daí, podemos concluir o porquê de funk carioca e Rap atual fazerem tanto sucesso em terras tupiniquins. A professora mais ignorante ainda em se tratando de música, estava com olhares de impressionada.
Foi a partir deste acontecimento que resolvi falar da origem da música eletrônica.
Apesar da contribuição do Edgar Varèse na França e dos americanos Terry Riley e Steve Reich, a música eletrônica tem sua origem na Alemanha. Foi com Karlheinz Stockhausen - ele é uma das figuras que aparecem na capa do disco dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Florian Schneider e Ralf Hütter da banda Kraftwerk estudaram com Stockhausen – que os estudos sobre a música eletrônica foi levado mais a fundo do que o uso de ondas Martenot de Varèse, ele compôs dois estudos de música eletrônica (Studie I e Studie II) com o objetivo de analisar as potencialidades dos sons eletrônicos, isto ainda nos anos 50.
Mas foi depois da invenção do sintetizador que a música eletrônica começou a tomar forma. Inventado em 1960 pelo russo Leon Therimim. Em 64 Robert Moog aperfeçoou o modelo criado por Therermim, criando o Moog – este fez uma revolução no rock dos anos 60: quase toda banda no final desta década começou a usá-lo. Mas foi com a banda alemã Tangerine Dream que este isntrumento foi usado intensamente, a partir de seu segundo disco Alpha Centauri (1971) três anos antes do Kraftwerk começar a usá-lo com força total. No LP seguinte (Zeit) com participação de outro nome importante, Florian do Popul Vuh, o Tangerine Dream tinham a intenção de estender as notas até onde podiam alcançar, também utilizaram intensivamente padrões repetitivos para formar a base rítmica e melódica em várias composições de seu repertório

Kraftwerk – pais da música eletrônica moderna
Os integrantes do Kraftwerk são de Düsseldorf. Começaram no início da década de 70 como uma dupla, formada por Ralf Hütter e Florian Schneider, ambos de formação clássica. No começo, usavam instrumentos eletrônicos ao lado de equipamentos convencionais. Tornaram-se totalmente eletrônicos por volta de 1973, quando entraram Karl Bartos e Wolfgang Flur na percussão eletrônica. Eles montaram um estúdio próprio, o Klirig Klang, que hoje em dia é totalmente computadorizado e portátil.
O Kraftwerk até 1974, era apenas mais um entre várias bandas malucas de Krautrock, mas com o LP Autobahn eles dão tchau ao Krautrock (que também já estava perdendo força), este trabalho trata-se de um salto estético gigante, evidenciado na faixa-titulo. No trecho final de seus 22 minutos de feeling estradeiro, o Werk implementou a batida motorik, mãe dos padrões utilizados no techno e no house, e o vocoder, que deixa a voz robótica, bem ao estilo das bandas de psytrance de hoje. Em 75 lançam Radio-Activity, passam a “cantar” e aproximam do pop. Daí vem sua grande cria: o technopop.
Claro que o movimento krautrock teve muita importância nisto tudo, e seu grande produtor nesta área, Conny Plank. Mas isto fica para a próxima postagem.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Belle and Sebastian - If You´re Felling Sinister (1996)


Embora o Belle and Sebastian serem uma grande banda de EPs – não foi à toa (como fez o the Smiths) reunirem todos seus EPs em um álbum: Push Barman to Open Old Wounds – foi com seus álbuns que estão todas suas caracterizas que fizeram o que são hoje. E estão lá: a influência bossa nova, Everything But the Girl, pitada de Dylan, e a melancolia dos The Smiths e Felt.
O nome da banda foi inspirado em um livro infantil francês, Belle et Sébastien. A banda surgiu enquanto Stuart Murdoch (o líder) fazia um curso sobre a indústria musical na universidade, e os outros integrantes eram praticamente seus colegas de escola. Este é o segundo da carreira, lançado no mesmo ano de Tigermilk, era ainda a fase da banda sem “rostos” – muitas vezes pediam a amigos que os substituíssem nas sessões fotográficas e nas fotografias das capas dos álbuns - , mantiveram a atmosfera misteriosa e intrigante (que rodeava especialmente o vocalista e ex-boxeador Stuart Murdoch) que dava um charme indefinível às músicas.
A banda estava no auge de seus poderes místicos. A imprensa tentou revelar as suas identidades e seguir de perto o percurso profissional do grupo, mas eles não ajudavam em nada. O que seria do indie do novo século se não fosse o Belle and Sebastian; talvez seja a banda mais influente no Reino Unido depois do Radiohead. If You´re Felling Sinister abria as portas da nova geração: a geração Belle and Sebastian.



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quinta-feira, 31 de julho de 2008

O vídeo que emocionou King Diamond



Um vídeo que ficou muito popular no youtube, em que dois adolescentes estão em um carro em movimento cantando o clássico de 1988 Welcome Home, que já foi visto por mais de 15.000 internautas desde que foi postado há um ano, emocionou mister King.
Ele viu o vídeo e comentou: OH MEU DEUS!!!!! Isso me emocionou!!!!! Absolutamente 200% FANTÁSTICO! Eu (sempre disse isso) nós temos os melhores fãs do mundo! É tão hilário e ao mesmo tempo fez eu realmente me sentir tão honrado em ver o nível de dedicação e o quanto nossos fãs aproveitam nossa música!!
Quando ouvi King Diamond pela primeira vez, além de ter ficado impressionado com sua voz, achei que o cara devia ser tremendamente chato. Depois, lendo várias entrevistas, vi que o cara é super-humilde e muito legal. Lembro de uma entrevista que ele contava que quando era bem jovem, queria ser guitarrista e comprou uma guitarra, quando chegou em casa percebeu que não saía som algum dela, até descobrir que precisa de equipamentos complementares para usá-la. Sinceramente, o cara tem que ser muito humilde para contar isto – depois famoso – publicamente.
King foi muito influenciado por Alice Cooper, - é notável – que também usando a forma teatral e pintar o rosto, ele trouxe em seus discos, várias histórias de terror e muito bem boladas. Para quem acha que heavy metal é feita por débeis mentais, “cara alienado”, sem cultura,se engana: ele é o maior contador de histórias do rock, quase todos seus álbuns contam histórias muito bem pesquisadas, temas como a inquisição Francesa entre os séculos XV e XVI, loucura e as práticas médicas em instituições de saúde mental, o charlatanismo na psiquiatria, uma curiosa história que se passa durante o século XVIII na cidade de Budapeste (Hungria) e que tem como palco os ainda hoje tradicionais teatros de bonecos, a referência à mitologia grega no álbum "Fatal Portrait" ao mencionar Creonte, aquele que conduz as almas num barco através do rio Styx com destino ao reino dos mortos, com diálogos, dignos das tragédias gregas.
Não sou nenhum fã de carteirinha, mas respeito este cantor das “mil vozes”.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

China: ostentando seu poder para o mundo


Estamos às vésperas da Olimpíada na China. O país investiu 40 bilhões de dólares e construíram o maior aeroporto do mundo; terá a abertura olímpica mais cara da história: estará oficializando seu status de nova potência global. Parece que estão apenas aproveitando as festas dos jogos olímpicos para mostrar seu poder.
Um país não pode dizer-se rico, quando grande parte da população vive em uma situação contrária. Um país rico não se faz apenas com uma minoria abastada; eles não são a totalidade de um país. Sim, o país vem tendo um grande crescimento econômico - a China é doze vezes mais rica hoje do que 25 anos atrás, e equivale à soma das existentes no Brasil, no México e na Rússia - mas crescimento este, que se canaliza sua riqueza apenas para uma parcela social? Enquanto isto sua população passa por problemas como: desnutrição, grande número da população vive no campo, e há elevado índice de mortalidade infantil. Além de ter as cidades mais poluídas do mundo; 30% do território chinês sofrer com chuvas ácidas, a maioria dos lagos são poluídos, metade da população consomem água que não corresponde aos padrões mínimos da Organização Mundial de Saúde. Cabe lembrar, que a China é um dos países que não assinaram o Protocolo de Kyoto a reduzirem as emissões de gases causadores do efeito estufa. Um país só pode declarar-se rico, quando todos saem ganhando.
Portanto, quando começar as Olimpíadas, não se deixem impressionar com o luxo que verão pela televisão. Não se deixem enganar. Eles querem é impressionar.

domingo, 27 de julho de 2008

Bubblegum, já ouviu falar?


Hoje, vou falar de um estilo de música que se chama Bubblegum, que é um estilo que muita gente já ouviu sem saber que era Bubblegum.
Bubblegum é uma música simples, muito curtas, mas sempre com um refrão pegajoso (o tal do gênero “chiclete”), um rock básico, com letras fáceis de cantar, órgão ao fundo, guitarras praticamente sem solos, simples e pop, com letras ingênuas quase infantis, que surgiu em meados dos anos 60.
Quem inventou? A resposta é complicada, é como o rock´n´roll, que não podemos afirmar que este ou aquele artista que inventou; é uma questão mais de sincronicidade. Embora, posso dizer que Tommy Roe teve grande importância, sendo que bem no início dos anos 60, já tocava algo bem neste estilo, que influenciou muitas bandas como The Lovin´Spoonful e Ohio Express.
Uma gravadora teve uma importância fundamental: a Buddah Records – está aí o porquê do nome Bubblegum – com dois produtores espertinhos, que perceberam que esta música fácil vendia bem, mesmo que as bandas não duravam muito e tinham no máximo uns 2 sucessos -, eram Jerry Kasenetz e Jeff Katz. Foram eles, que lançaram Ohio Express (quem não se lembra do hit Yummy, Yummy, Yummy e Chewy Chewy) Tommy Jammes and the Shondells e The 1910 Fruitgum. Até a banda Sweet é desta cria, fazendo um som bem bubblegum antes de enveredarem pelo glam rock.

O Bubblegum e as séries de tv

Quem era criança aqui no Brasil nos anos 70, deve lembrar do seriado da Hanna-Barbera The Banana Splits, um grupo de bonecos (atores com fantasias), que tocavam rock e se envolviam em muitas atrapalhadas. Pois é minha gente, era bubblegum. Depois vieram Josie and the Pussycats (virou até filme)e Archie. Era o bubblegum invadindo a televisão.



O Bubblegum e o punk

Talvez por este seguimento televisivo, o bubblegum foi perdendo a seriedade (se é que teve alguma vez) e tornando apenas um entretenimento. Mas depois de um certo silêncio, apareceu aqueles que iriam resgatar este estilo e uní-lo a outro: o punk. Estou falando dos Ramones, com suas melodias simples, letras curtas sobre assuntos banais, porém não tão infantis, juntando com a fúria do punk. Mais tarde no álbum "Subterranean jungle ", assumiram de vez a influencia bubblegum, onde aparecem versões para Little Bit o'Soul, do Music Explosion's, e Indian giver do 1910 Fruitgum.
Nesta época, outra banda que também começou no clube CBGB, o Talking Heads costumavam tocar 1-2-3 Red Light, do 1910 Fruitgum. Creio que até a Blondie tinha muito de bubblegum, vide músicas como Sunday Girl e One Way or Anothe.
Nos anos 80 surgiram bandas como The Queers, Primitives, The Darling Buds, Katrina & The Waves). Mais recentemente nos anos 90, tivemos Velocity Girl (o encontro perfeito do bubblegum com o shoegazer) e (pasmem)Supergrass (no 1º álbum) que de certa forma, mantiveram o espírito bubblegum ainda vivo.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

TOM RUSH EM 1970 (FESTIVAL EXPRESS)



Puxa, como é bom assistir isto! É ouvindo uma música assim, que vemos como a música de hoje é ruim. Tempo que a maioria das ruas não eram asfaltadas; e que sair com a namorada era dar uma volta na pracinha. Não ficávamos grilados com qualquer coisa. Tempo que acampamento era ir pro meio do mato (não existia camping). Usávamos ficha para ligar no Orelhão; usávamos calça de veludo e boca-de-sino. Saía à noite com camisa de manga comprida e com babados. Não andávamos de moto, e sim de motoca. Maconha era erva. Era chic assistir novela da Janete Clair (o Brasil parou para saber "quem matou Salomão Hayala?" na novela “O Astro”). Passar a manhã assistindo Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar, Elo Perdido, Túnel do tempo, O Homem de 6 milhões de Dólares e Ultramen.
Televisão era de válvula – quem consertava televisão ganhava dinheiro -, os cantores bregas eram ídolos; cigarro Vila-Rica, Marbolro, Minister; refrigerante Crush e Grapette; incêndio do Prédio Joelma; balas soft, pirulito zorro, bala Chita. E os tênis? kichute, conga (de pano), All Star cano-longo, sapato Vulcabrás.
Voltando à música: Pensando bem, o Matt Costa tem algo de Tom Rush (deve ser por isto que gostei dele), digo, às músicas mais folk. Você não sabe quem é Tom Rush? Sinto muito bicho, você perdeu o trem da história.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Vanessa Carlton - Harmonium (2004)


Este disco não vendeu nada. A cantora culpou a gravadora por falta de divulgação. Mas também devemos levar em conta a pressão para a cantora repetir o sucesso de A Thousand Miles, sua música mais conhecida, e seu maior sucesso. Be Not Nobody vendeu cerca de 2,5 milhões de cópias, e levou disco de platina. O mesmo não aconteceu com Harmonium, mas o disco trazia uma evolução muito grande em questão de arranjos e letras. O single White Houses foi censurado nos EUA por estar ligado a perda da virgindade, Annie, que falava sobre uma fã de Vanessa que tinha leucemia e She Floats, onde ela e seu namorado Stephen Jenkins soltavam gritos no meio da música. Ela já tem um novo cd - Heroes & Thieves – e a música Hands on me tem tocado na MTV,mas naqueles horários mais estranhos.
Quem sabe as futuras gerações descobrirão este cd Harmonium, e lhe darão o devido valor, como aconteceu no passado com os primeiros discos de Velvet Underground, que na época ninguém deu valor e não vendia nada.

Uma criança prodígio
Vanessa nasceu numa cidadezinha da Pennsylvania, nos EUA. Possui descendência escandinava pelo lado paterno, e russa-judaica pelo lado materno, e ainda na barriga da mãe, era uma ouvinte atenta de música clássica, que a progenitora tocava ao piano. E para espanto de tudo e todos, trocou de lugar com a mãe quando tinha apenas dois anos de idade. Os pais levaram-na ao Disney World e por lá Vanessa ouviu a canção It's A Small World pela primeira vez. O impacto foi de tal maneira forte, que de regresso a casa, a menina sentou-se ao piano e decifrou as notas que davam forma à canção. Mais tarde entrou para a School of American Ballet, em Nova Iorque, quando tinha catorze anos. Lá, chegou a ser considerada a melhor aluna, mas devido a rigidez da escola acabou saindo, e passou a dedicar totalmente ao piano. Chegou a trabalhar como garçonete em bares, e daí foi um pulo só para passar a cantar nos bares, até ser descoberta pela indústria fonográfica e gravar seu primeiro cd.


Download
http://rapidshare.com/files/131738795/Vanessa_Carlton_-_Harmonium.rar.html

sexta-feira, 18 de julho de 2008

MORTE AOS EMOS


Não agüento mais esta onda emo que assola o país. Uma moda que já está em decadência lá fora, ainda é forte aqui. Engraçado é que todas as bandas emo juram de franja junta que não são emo. A vocalista Havyley Williams do Paramore já andou declarando que não é emo; NX Zero jura que não; My Chemical Romance diz “não somos emo”; Fall Out Boy não confirma e nem desconfirma.
As grandes gravadoras aqui no Brasil descobriram a música emo e investiram pesado. Detonautas, CPM22, Fresno e a grande sensação atual: NX Zero que são os que mais vendem cd´s e fazem shows pelo Brasil atualmente. Bandas como esta refletem a sociedade atual brasileira, como apontado por Miguel Sokol em sua coluna na Rolling Stones nacional. “Uma juventude correta” ou talvez mais hipócrita e fútil. Nisto, você tem que agüentar estes emos com seus olhos pintados, franja caindo no olho, uma rebeldia de shopping center e pouca atitude, choramingando refrões melosos e arrebatando o coração das pré-adolescentes do “rock”.
NX Zero é uma cria do senhor Rick Bonadio (um gugu mais esperto), que só pensa em lucro, que é responsável também pelo CMP22 – tadinhos, são forçados a fazer letras para teens, sendo que a origens dos caras era o hardcore. Mas é aquela coisa: para continuar numa grande gravadora tem que seguir o modelo.
Na entrevista com o NX Zero na citada Rolling Stones número 21, os garotos defendem um rock comportado - pelo amor de Deus! O rock nunca foi comportado; rock é rebeldia, contestação, ir contra o establishment. Veja só algumas declarações: “ A agente é tipo meio nerd, o que a gente vai contar? A Rita Lee contou que cheirou, avacalhou tudo e não sei o quê. E a gente vai contar o quê? Que terminou o GTA (um game famoso) várias vezes?”. Sobre os críticos falarem mal deles, “O Wander Wildner (Replicantes), por exemplo, a crítica ama, todo mundo fala bem dele. Aí você vai num show dele na (rua) Augusta (em São Paulo) e tem 25 pessoas no máximo, diz Daniel. Então para este elemento, boa música é a que é vista por muitos? O que é bom é o que faz sucesso? O que ele não sabe é que Wander é um verdadeiro rocker - no sentido mais amplo da palavra – já fez de tudo, viveu tudo que já cantou e muito mais. Wander nunca precisou de fazer música para pré-adolescente molhar a calcinha. Ser roqueiro é muito mais do que ter franja emo, tatuagem e posar seminu na Rolling Stones. Alias, dá para desconfiar senhor Daniel, este seu namoro com a Pitty parece coisa arrumada.
Enquanto estas bandas mainstream do “rock” nacional faz a cabeça dos desavisados, bandas como Ludovic, Violins e Los Porongas ainda estão no anonimato, longe do grande público.
Fique aí com o video original de “Festa Punk”. Rock´n´Roll com atitude”